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Motociclista de aplicativo é mantido refém e tem bens roubados em Campo Grande

Um motociclista de 32 anos que presta serviços para uma plataforma de entregas foi feito refém por aproximadamente cinco horas após ser abordado por dois assaltantes armados na noite de sexta-feira, 2 de fevereiro, em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Durante a ação criminosa, iniciada por volta das 23h50, a dupla levou dinheiro, documentos pessoais e o telefone celular da vítima, além de utilizar a própria motocicleta do trabalhador para fugir.

De acordo com o relato registrado em boletim de ocorrência, o entregador trafegava pela cidade quando os suspeitos, que estavam em outra moto, se aproximaram e anunciaram o assalto. Um dos criminosos empunhava uma arma de fogo enquanto o outro dava cobertura. Imediatamente, o celular que permanecia fixado no suporte do guidão foi arrancado, e a carteira do motoqueiro também foi recolhida. Dentro da carteira havia cerca de R$ 1.600 em espécie e diversos documentos pessoais.

Após a subtração dos pertences, os assaltantes obrigaram o trabalhador a seguir até uma residência abandonada situada no bairro Jardim Noroeste. Nesse local, segundo a vítima, um dos homens permaneceu fazendo a guarda enquanto o comparsa saiu pilotando a motocicleta roubada. O entregador foi mantido dentro do imóvel em condições de restrição de liberdade, caracterizando sequestro.

Durante o período em que esteve sob ameaça, o motociclista informou aos assaltantes que o veículo possuía rastreador eletrônico. Ainda conforme o depoimento, ele explicou que o equipamento poderia ser acompanhado em tempo real, o que, em tese, permitiria a localização rápida do bem. O relato não indica se os criminosos chegaram a consultar ou a tentar remover o dispositivo, mas a informação sobre o rastreamento foi comunicada diretamente por ele durante o cativeiro.

Por volta das 4h50 da madrugada de sábado, 3 de fevereiro, a vítima foi libertada em outro bairro da cidade, ainda não divulgado pela polícia. A motocicleta, que havia sido levada horas antes, também foi abandonada no mesmo ponto onde o entregador foi deixado. Não há registro de ferimentos físicos graves, e o homem conseguiu procurar ajuda pouco depois de ser solto.

Além do dinheiro e dos documentos, os criminosos permaneceram com o aparelho celular subtraído no início do assalto. O motociclista declarou que pretende fornecer à Delegacia de Polícia Civil o número do telefone utilizado pelos autores para eventuais contatos, informação que pode auxiliar na identificação e na localização dos envolvidos. Ele também se comprometeu a disponibilizar os dados do rastreador instalado no veículo, a fim de contribuir com as investigações.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar roubo qualificado e sequestro, considerando o uso de arma de fogo e a privação da liberdade da vítima. Até o momento, não há suspeitos detidos. Equipes de investigação analisam imagens de câmeras instaladas em vias próximas ao local da abordagem e no trajeto percorrido pelos assaltantes. A precisão dos horários, fornecida pelo próprio entregador e pelo registro do rastreador, é considerada relevante para a reconstrução da dinâmica do crime.

Investigadores também avaliam a possibilidade de o grupo ter agido anteriormente em circunstâncias semelhantes contra outros trabalhadores de aplicativos, prática que, segundo a polícia, costuma visar dinheiro obtido durante o turno de entregas e equipamentos de comunicação instalados nos veículos. Contudo, até a publicação do boletim, não haviam sido confirmadas ligações diretas entre esse caso e ocorrências anteriores.

O motociclista permanece em posse da motocicleta recuperada e aguarda a emissão de segunda via dos documentos levados. Ele foi orientado a manter contato com a delegacia responsável sempre que receber ligações suspeitas que possam estar relacionadas ao roubo do aparelho celular. A corporação reforça que qualquer informação que leve ao paradeiro dos assaltantes pode ser repassada por meio dos canais oficiais de denúncia.

A ocorrência chamou atenção pelo período prolongado em que a vítima ficou refém e pelo valor em dinheiro levado. Apesar do susto, o entregador conseguiu sair ileso fisicamente e colaborará com todos os detalhes disponíveis, incluindo registros de chamadas e dados do rastreador, para que o caso seja esclarecido. As investigações continuam sem prazo anunciado para conclusão, e a polícia mantém diligências na tentativa de localizar e prender os autores.

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