Mato Grosso do Sul iniciou 2026 com desempenho positivo na geração de empregos formais. Dados do Novo Caged apontam que o Estado encerrou janeiro com saldo de 3.936 novas vagas, resultado que corresponde a variação relativa de 0,57% no estoque total de postos de trabalho e garante a quinta posição no ranking nacional desse indicador.
O levantamento considera a diferença entre admissões e desligamentos no período. Ao todo, foram registradas 37.353 contratações e 33.417 demissões em território sul-mato-grossense. A variação relativa mensura o avanço proporcional do emprego, permitindo comparar unidades federativas com tamanhos distintos de mercado de trabalho.
Posição no cenário nacional
Com crescimento de 0,57%, Mato Grosso do Sul foi superado apenas por Mato Grosso (1,92%), Santa Catarina (0,72%), Goiás (0,66%) e Rio Grande do Sul (0,64%). O desempenho estadual ficou acima de regiões com maior massa de trabalhadores, como São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Espírito Santo.
Comparativo anual indica melhora
Na comparação com janeiro de 2025, o resultado mostra avanço. No primeiro mês do ano passado, o Estado registrou 37.654 admissões e 34.224 desligamentos, saldo de 3.430 vagas e variação relativa de 0,51%. Embora as contratações tenham sido ligeiramente inferiores em 2026, houve recuo mais acentuado nas demissões, ampliando o saldo positivo em 506 postos.
Desempenho por setor econômico
O setor de Serviços concentrou o maior número absoluto de admissões, com 12.671 trabalhadores contratados. Em seguida aparecem Comércio (7.848), Agropecuária (6.562), Indústria (5.657) e Construção (4.615). No entanto, Serviços também liderou as demissões, totalizando 12.580, enquanto Comércio registrou 8.361 desligamentos e Indústria, 5.371.
Na análise do saldo final de empregos, Construção Civil destacou-se com 2.358 vagas criadas, impulsionada por projetos habitacionais e obras de infraestrutura em andamento no Estado. A Agropecuária adicionou 1.714 postos, refletindo o início de safras e a demanda por mão de obra temporária no campo. A Indústria somou 286 vagas, e Serviços contabilizou leve aumento de 91. Já o Comércio encerrou o mês com retração de 513 empregos, influenciado, segundo especialistas do mercado de trabalho, pelo ajuste pós-período de festas de fim de ano.
Indicador reflete dinâmica do mercado
O Novo Caged considera declarações mensais das empresas sobre contratações e desligamentos, substituindo o antigo modelo de balanços anuais. A variação relativa, utilizada para o ranking, resulta da divisão do saldo de vagas pelo estoque de empregos do mês anterior. Dessa forma, o indicador expressa o ritmo de expansão proporcional da força de trabalho formal, independentemente do tamanho absoluto de cada economia regional.
Com o resultado de janeiro, Mato Grosso do Sul inicia 2026 indicando cenário de estabilidade com tendência de crescimento moderado no emprego formal, especialmente nos segmentos de Construção Civil e Agropecuária. O comportamento dos demais setores, em particular do Comércio, será acompanhado nos próximos meses para verificar se o ajuste observado na virada do ano representa movimento pontual ou sinaliza mudança mais estrutural no mercado de trabalho estadual.









