A Polícia Civil de Três Lagoas identificou a mulher encontrada sem vida sobre uma calçada no bairro Jardim Oiti, na tarde de terça-feira (6). A vítima é Flávia Brito dos Santos, 43 anos, conforme informações do Instituto Médico Odontológico Legal (Imol).
O laudo emitido pelo Imol indica asfixia mecânica por enforcamento como causa da morte. O corpo foi localizado por moradores que, após perceberem a mulher caída, acionaram os serviços de emergência. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar estiveram no local para os procedimentos iniciais, e a área foi preservada até a chegada da perícia.
De acordo com depoimentos colhidos pela Polícia Civil, Flávia havia manifestado intenção de tirar a própria vida horas antes do óbito. Uma amiga, usuária de drogas, relatou que recebeu ligações da vítima durante a manhã de terça-feira. Segundo essa testemunha, as chamadas foram feitas em tom de desespero, com Flávia mencionando a possibilidade de suicídio. Os telefonemas partiram do aparelho celular de um terceiro, cujo nome não foi divulgado.
Após a confirmação da morte, agentes da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) e da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) detiveram o proprietário do telefone utilizado por Flávia. Ele foi levado para prestar depoimento, assim como a amiga que recebeu as ligações. Ambos foram ouvidos separadamente, e os documentos dos interrogatórios foram anexados ao inquérito.
No relato prestado à autoridade policial, o dono do aparelho afirmou que Flávia apareceu em sua residência pela manhã, apresentando forte abalo emocional. Ela teria solicitado o celular emprestado para efetuar chamadas. Momentos depois, ainda segundo o depoente, a mulher teria atentado contra a própria vida dentro do imóvel. O homem afirmou ter se assustado com a situação e, sem saber como proceder, arrastou o corpo até a calçada. Foi nesse ponto que moradores a encontraram e contataram o serviço de emergência.
Os investigadores apuram a veracidade dessa versão e analisam possíveis contradições nos depoimentos. O delegado responsável pelo caso mantém o inquérito sob segredo de Justiça, alegando necessidade de preservar detalhes relevantes para a apuração. A Polícia Civil informou que, por ora, não emitirá comunicado oficial, mas confirma que os fatos narrados constam nos autos.
Peritos do Imol coletaram vestígios no local e realizaram exames complementares para descartar sinais de violência de terceiros. A análise abrange imagens de câmeras de segurança instaladas em residências e estabelecimentos próximos, além de registros telefônicos do aparelho usado pela vítima. Esses dados devem esclarecer a dinâmica dos últimos momentos de Flávia.
Familiares foram contatados para reconhecimento formal do corpo e apresentação de eventuais informações que possam contribuir para a investigação. Até o momento, não houve divulgação pública de detalhes sobre o histórico pessoal da vítima ou fatores que possam ter influenciado o ato.
O caso permanece em fase de coleta de provas, e outras testemunhas podem ser convocadas a depor nos próximos dias. A autoridade policial ressalta que, embora indícios apontem para a hipótese de autodestruição, qualquer conclusão dependerá da análise completa dos laudos periciais e dos depoimentos.
Enquanto isso, o dono do celular e a amiga da vítima foram liberados após os interrogatórios, mas seguem à disposição da Justiça. Caso surjam novas evidências que indiquem participação de terceiros, as medidas cabíveis poderão ser adotadas, incluindo possíveis indiciamentos.
Não há previsão para a divulgação de um relatório final. A Polícia Civil reforça que a população pode repassar informações sigilosas que auxiliem no esclarecimento dos fatos por meio dos canais oficiais de denúncia.









