Uma moradora de 42 anos de Nova Andradina, município situado a aproximadamente 180 quilômetros de Dourados, registrou boletim de ocorrência por estelionato depois de transferir quase R$ 14 mil para golpistas que se apresentaram como advogados. O crime ocorreu na tarde de terça-feira, 16, e foi formalmente comunicado à Delegacia de Polícia local na manhã de quarta-feira, 17.
Segundo o registro policial, a vítima recebeu uma ligação de uma pessoa que se identificou como advogada responsável por um suposto processo judicial no qual ela teria saído vencedora. A interlocutora informou que, para liberar os valores da ação, seria necessário seguir determinados “protocolos” financeiros. As instruções incluíam a realização imediata de operações bancárias que, de acordo com a falsa profissional, serviriam para “habilitar” o crédito na conta da beneficiária.
Conforme detalhado no boletim, todas as orientações foram repassadas por contatos telefônicos sucessivos. A vítima, convencida de que tratava com uma representante legal legítima, seguiu cada etapa indicada. Entre as exigências, estava a transferência de recursos de sua própria conta como suposta contrapartida obrigatória para a efetivação do pagamento judicial.
Depois de concluir os procedimentos, a mulher verificou o extrato de sua conta salário/poupança na Caixa Econômica Federal e constatou a saída não autorizada de R$ 13.996,79. A movimentação figurava como transferência eletrônica para um destinatário que ela desconhecia. Nesse momento, percebeu que havia sido enganada.
Ainda de acordo com o relato, a vítima tentou retomar contato telefônico com a pessoa que se apresentara como advogada, mas não obteve retorno. Diante da impossibilidade de recuperar o valor por conta própria, ela se dirigiu à unidade policial de Nova Andradina na manhã seguinte para registrar oficialmente o golpe.
O caso foi enquadrado como estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal. A autoridade de plantão colheu detalhes sobre os números de telefone usados pelos criminosos, os dados bancários para onde o dinheiro foi enviado e o histórico de mensagens trocadas. Esses elementos serão encaminhados para investigação, que deverá verificar a titularidade das contas beneficiárias e possíveis conexões com outras ocorrências semelhantes.
A polícia também orientou a vítima a procurar a agência da Caixa para formalizar contestação da transferência. O banco poderá abrir procedimento interno de análise e, caso identifique indícios de fraude, encaminhará informações adicionais às autoridades. Até o momento, o valor não foi recuperado e nenhum suspeito foi identificado.
Casos de golpistas que assumem a identidade de advogados ou servidores judiciais têm sido registrados em diferentes regiões do país, especialmente por meio de ligações ou aplicativos de mensagens. As investigações prosseguem em Nova Andradina para rastrear os responsáveis pela fraude de quase R$ 14 mil aplicada contra a residente de 42 anos.









