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Obras de reconstrução de ponte na MS-080 em Rio Negro começam esta semana após colapso

A ponte de concreto sobre o Rio do Peixe, no quilômetro 97 da rodovia MS-080, em Rio Negro (MS), será demolida e reconstruída em caráter emergencial ainda nesta semana. A informação foi confirmada pelo prefeito Henrique Ezoe (PSDB) após reunião com representantes do Governo do Estado. A estrutura cedeu na manhã de domingo, 22 de janeiro, logo depois da passagem de uma carreta que, segundo autoridades, excedia o limite de peso permitido.

O desabamento levou parte do veículo ao leito do rio, mas não houve registro de feridos. De imediato, a Polícia Militar Rodoviária interditou o trecho para impedir novos acidentes, e a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) iniciou o planejamento de intervenção no local. Enquanto a ponte segue interditada, motoristas precisam recorrer a rotas alternativas para ligar Rio Negro a Campo Grande e aos municípios vizinhos.

Chuvas retardam início dos trabalhos e afetam transporte escolar

Entre domingo e a manhã de segunda-feira, o município acumulou 80 milímetros de chuva, volume que alagou as margens da MS-080, danificou o desvio provisório criado para a passagem de veículos leves e inviabilizou o início imediato da obra. Diante das condições do solo e do fluxo de água, máquinas e equipes de engenharia esperam a redução do nível para acessar o canteiro com segurança.

O mau tempo também motivou a suspensão do transporte escolar em comunidades rurais atendidas pela via. A Secretaria Municipal de Educação informou que ainda contabiliza quantos estudantes ficaram sem aula, mas confirmou que a medida será mantida até a existência de um trajeto seguro. A pasta estuda a possibilidade de realocar as rotas de ônibus por estradas vicinais, embora muitas delas também apresentem pontos críticos devido às chuvas recentes.

Monitoramento da ponte e causa apontada para o colapso

Em vistoria realizada na segunda-feira, o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, explicou que a ponte era monitorada pela Agesul e mantinha sinalização visível sobre o limite de carga. De acordo com Alcântara, a carreta que atravessou a estrutura no momento do acidente estava acima do peso máximo indicado, fator considerado determinante para o colapso das vigas de sustentação.

O secretário destacou que a ponte havia ficado submersa dias antes, durante outra chuva intensa, mas continuava liberada para o tráfego porque passara por avaliações técnicas. Mesmo assim, o município já havia decretado situação de emergência em razão dos transtornos provocados por enxurradas em estradas rurais e pela própria condição da ponte.

Contratação emergencial e definição de prazos

Responsável pelas obras na malha rodoviária estadual, a Agesul assumirá a demolição da estrutura antiga e a construção de um novo vão de concreto armado. O diretor-presidente da agência, Rudi Fiorese, informou que a intervenção será feita por meio de contratação emergencial, procedimento que dispensa a etapa de licitação tradicional e acelera o cronograma.

Segundo Fiorese, engenheiros ainda calculam os custos e o prazo total da obra. A expectativa preliminar é trabalhar em regime contínuo, aproveitando o período de estiagem que costuma ocorrer entre o fim do verão e o começo do outono em Mato Grosso do Sul. A execução incluirá retirada dos escombros, limpeza do leito do rio, fundações profundas e lançamento de vigas pré-moldadas, além da instalação de guarda-corpo e sinalização vertical e horizontal.

Desvios e orientação aos motoristas

Com a MS-080 bloqueada em ambos os acessos à ponte, a Secretaria Estadual de Infraestrutura divulgou rotas alternativas. Quem parte de Campo Grande pode utilizar a BR-163 até a saída para Rochedo e, de lá, seguir por estradas municipais até Rio Negro. Outra opção é a MS-430, que liga São Gabriel do Oeste ao entroncamento com a MS-080, contornando o trecho interditado. As indicações foram reforçadas com placas temporárias instaladas nos principais pontos de bifurcação.

A Polícia Militar Rodoviária mantém equipes na entrada do perímetro para orientar condutores e fiscalizar o tráfego de veículos de carga, sobretudo nos desvios não pavimentados, onde o excesso de peso pode comprometer a pista. A corporação recomenda que motoristas verifiquem as condições das rotas antes de viajar, especialmente em dias de chuva, quando o risco de atoleiros aumenta.

Impacto regional e próximos passos

A ponte que cedeu integra um corredor logístico utilizado para o escoamento de grãos, hortifrutigranjeiros e gado entre propriedades rurais do norte do Estado e a capital. O bloqueio afeta diretamente produtores que dependem da MS-080 para transportar insumos e mercadorias. Ainda não há estimativa oficial sobre prejuízos, mas sindicatos rurais da região relatam atrasos em entregas e custos extras com combustível devido aos desvios.

Nas próximas 48 horas, técnicos da Agesul devem concluir o diagnóstico estrutural completo, etapa que definirá o método de demolição. Paralelamente, topógrafos trabalham no levantamento geodésico para projetar a nova ponte. A prefeitura de Rio Negro acompanha o processo e mantém diálogo com o Estado para ajustar a logística de serviços essenciais, como transporte de pacientes, coleta de lixo e abastecimento de mercados locais.

Até que a nova travessia seja finalizada e liberada, a recomendação das autoridades é que moradores e transportadores planejem rotas e horários, considerando a previsão do tempo e o estado das estradas alternativas, para reduzir riscos e transtornos ao longo do deslocamento.

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