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Oficina Ortopédica Itinerante leva órteses e próteses a pacientes do SUS em Três Lagoas

A Secretaria Municipal de Saúde de Três Lagoas, em cooperação com o Centro Especializado em Reabilitação IV da APAE de Campo Grande, promove de 11 a 13 de março a Oficina Ortopédica Itinerante, iniciativa que tem como meta ampliar o acesso de pessoas com deficiência a órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O atendimento ocorre no Polo 1, situado na avenida Capitão Olinto Mancini, nº 857, no prédio que abrigava a antiga agência do banco Santander. Durante os três dias de atividades, equipes especializadas realizam a entrega de dispositivos já produzidos, a adaptação de equipamentos recém-confeccionados conforme medidas pré-coletadas e a execução de ajustes ou pequenos reparos em itens em uso pelos pacientes.

O público-alvo é composto exclusivamente por usuários do SUS que se encontram previamente agendados no Sistema de Regulação (SISREG). Todos passaram por avaliação clínica, tiveram indicações formalizadas e medidas registradas antes da chegada da oficina itinerante ao município. A Prefeitura enfatiza que não haverá atendimento por demanda espontânea; apenas os nomes constantes na lista regulamentada serão contemplados nesta etapa.

Ao centralizar o serviço em Três Lagoas, a ação elimina a necessidade de deslocamento para outras cidades, prática frequente para quem depende de centros de reabilitação localizados em Campo Grande ou em polos regionais mais distantes. A logística reduz custos com transporte, acelera a liberação de dispositivos e contribui para que os pacientes recebam acompanhamento mais ágil em seu próprio município de residência.

A oferta de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção é considerada essencial para favorecer a mobilidade, a autonomia e a inclusão social de pessoas com deficiência física ou motora. Entre os itens distribuídos ou ajustados estão cadeiras de rodas, andadores, próteses de membros inferiores ou superiores, palmilhas ortopédicas, coletes e outros suportes prescritos por profissionais habilitados.

A montagem da estrutura temporária segue critérios técnicos de segurança e acessibilidade. Profissionais de saúde, entre eles fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e técnicos em órteses e próteses, integram as equipes responsáveis por avaliar o encaixe dos dispositivos, orientar o uso correto e registrar eventuais necessidades de manutenção futura. Caso sejam identificadas demandas adicionais, os pacientes são encaminhados para novo agendamento no sistema de regulação.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a realização periódica desse tipo de oficina em locais estratégicos do interior do estado reforça a política de descentralização da assistência. A parceria com o Centro Especializado em Reabilitação IV da APAE de Campo Grande permite utilizar a capacidade técnica da instituição, reconhecida pela produção e adaptação de equipamentos personalizados, ao mesmo tempo em que aproxima o serviço do usuário final.

Os esforços concentrados entre 11 e 13 de março priorizam as pessoas que aguardavam na fila de fornecimento, muitas delas há meses. A convocação desses pacientes foi realizada com antecedência pela equipe da rede municipal, que entrou em contato para confirmar data, horário e documentação necessária. Durante o atendimento, cada usuário passa por verificação de medidas e teste funcional do dispositivo a fim de assegurar conforto, segurança e eficácia terapêutica.

Além do benefício direto aos pacientes, a oficina itinerante fornece dados atualizados sobre a demanda por órteses e próteses em Três Lagoas. Esses registros subsidiam o planejamento de novas edições da ação, contribuindo para a continuidade do atendimento e para a redução de filas no sistema público de saúde. Ao final da programação, a Secretaria divulgará o número de dispositivos entregues, ajustados ou reparados, bem como o total de usuários contemplados.

A Prefeitura reforça a orientação de que apenas pacientes previamente regulados devem comparecer ao Polo 1 durante o período da oficina. Pessoas que necessitam de avaliação inicial ou não possuam cadastro no SISREG devem procurar a unidade de saúde de referência para iniciar o processo de triagem e encaminhamento em datas futuras.

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