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Operação intensifica fiscalização de reciclagem e realiza 35 ações em dois meses em Campo Grande

A Operação Ferro Velho, força-tarefa dedicada a combater o furto e a receptação de cabos e fios de cobre em Campo Grande, iniciou 2026 com volume de ações superior ao registrado no ano anterior. Entre janeiro e fevereiro, as equipes responsáveis realizaram 35 fiscalizações em pontos de compra e venda de materiais recicláveis, o equivalente a quase um terço das 116 operações executadas durante todo o ano de 2025.

Coordenada pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) e inserida no planejamento da Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social, a iniciativa concentra esforços em estabelecimentos que comercializam sucata metálica, sobretudo cobre. A meta é reduzir a oferta de mercado para produtos de origem ilícita, fator que, segundo a pasta, estimula a prática de furtos contra a infraestrutura urbana.

Amplitude das abordagens

Nos dois primeiros meses deste ano, dez pessoas foram abordadas em circunstâncias consideradas suspeitas. Em 2025, o total de abordagens chegou a 134, com nove conduções para delegacias. Embora o número absoluto de abordagens ainda seja inferior ao do período anterior, o ritmo aponta para uma presença mais constante das equipes em locais estratégicos.

As ações contam com efetivo de 36 guardas civis, nove viaturas de quatro rodas e dez motocicletas, possibilitando atuações simultâneas em diferentes bairros. Em uma das etapas recentes, 13 estabelecimentos passaram por vistoria. Durante as visitas, agentes conferem notas fiscais, verificam a procedência dos itens armazenados e analisam a regularidade da atividade comercial, cruzando dados com órgãos de meio ambiente, saúde, finanças e planejamento.

Materiais apreendidos e impacto urbano

Em 2025, as equipes apreenderam aproximadamente 1.252 quilos de cobre sem comprovação de origem, além de duas armas brancas, uma arma de fogo, dois telefones celulares, 17 metros de cabo de cobre, 10 metros de fio de telefonia, 20 hidrômetros e uma placa de trânsito de parada obrigatória. Os itens evidenciam que o mercado ilegal não se limita aos fios elétricos, alcançando componentes essenciais para serviços públicos e sinalização.

O furto de cabos causa interrupções no fornecimento de energia, falhas em iluminação pública e instabilidade em redes de telefonia e internet. A retirada não autorizada de cabos também pode comprometer postes, sinalizações e sistemas de segurança viária, oferecendo riscos a moradores, motoristas e aos próprios autores dos furtos.

Integração de instituições

A Operação Ferro Velho é executada de forma conjunta com a Polícia Civil e a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, além de secretarias municipais e concessionárias de energia elétrica, telefonia e internet. A participação de órgãos de vigilância sanitária complementa a verificação das condições de funcionamento dos negócios fiscalizados.

A troca de informações entre as entidades permite identificar inconformidades administrativas, localizar materiais suspeitos e encaminhar ocorrências para as autoridades competentes. Segundo a Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social, a combinação de fiscalização, abordagem em campo e análise documental tem o objetivo de atingir tanto quem furta quanto quem compra, reduzindo o incentivo financeiro ao crime.

Foco regional e continuidade

As equipes atuam nas sete regiões urbanas de Campo Grande, priorizando áreas onde há maior incidência de furtos de cabos. O mapeamento dessas zonas é constantemente atualizado com base em denúncias da comunidade e relatórios de concessionárias afetadas.

Para ampliar a colaboração popular, a Guarda Civil Metropolitana mantém o telefone 153 e o aplicativo 153 Cidadão, ambos disponíveis 24 horas por dia. O sigilo das informações é garantido, e as denúncias ajudam no direcionamento das patrulhas.

Com o resultado obtido nos primeiros meses de 2026, a Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social planeja manter o ritmo acelerado das ações ao longo do ano. A perspectiva é aumentar a frequência das fiscalizações, reforçar o cerco ao comércio irregular de metais e, consequentemente, minimizar os prejuízos causados à infraestrutura da capital sul-mato-grossense.

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