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Operação retira 24 mil metros de cabos irregulares e higieniza 79 postes no centro de Campo Grande

A segunda fase da Operação Limpa-Fios recolheu aproximadamente 24 mil metros de cabos não autorizados instalados na rede de energia do centro de Campo Grande. A ação, executada no domingo (7), resultou na retirada de fiação clandestina de internet e telefonia de 79 postes considerados críticos pela concessionária local, a Energisa, que havia apontado o trecho como um dos mais comprometidos pelo excesso de cabeamentos irregulares.

A força-tarefa foi coordenada pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (AGEMS) e contou com a participação de equipes da Energisa e da Prefeitura de Campo Grande. Os trabalhos começaram logo no início da manhã, após um mapeamento técnico que identificou pontos com acúmulo expressivo de cabos fora das especificações. O levantamento indicou risco à qualidade do fornecimento de energia e à segurança de pedestres, motivando a intervenção emergencial.

O esforço de domingo representa a continuidade de uma iniciativa iniciada em 26 de novembro do ano passado, quando a primeira etapa da operação removeu 15 mil metros de fios de 43 postes na mesma região central. Somadas, as duas fases já eliminaram quase 40 mil metros de cabeamento clandestino, evidenciando a dimensão do problema e a necessidade de fiscalização permanente sobre a ocupação do espaço nos postes.

Nesta segunda etapa, os trabalhos se concentraram em três vias de grande fluxo. Na Rua Treze de Maio, foram tratados 28 postes; na Rua Calógeras, 35; e, na Avenida Afonso Pena, 16. Técnicos da concessionária inspecionaram cada ponto, identificaram a origem dos cabos e, quando confirmado o caráter irregular, efetuaram o corte e a retirada. Todo o material recolhido foi encaminhado para descarte adequado, seguindo normas ambientais.

As operadoras de telecomunicações que mantinham cabos nos locais afetados receberam notificações prévias, assim como os comerciantes situados no quadrilátero central. A comunicação antecipada teve o objetivo de assegurar a interrupção temporária dos serviços de maneira controlada e reduzir o impacto sobre o funcionamento de lojas, escritórios e residências. Equipes de trânsito da prefeitura acompanharam a atividade para orientar motoristas e evitar congestionamentos.

De acordo com o diretor-presidente da AGEMS, Carlos Alberto de Assis, a limpeza da fiação clandestina será estendida gradualmente a outros bairros da capital e a cidades do interior do Estado. Segundo ele, a retirada de cabos sem autorização é essencial para prevenir falhas no sistema elétrico, curtos-circuitos e acidentes envolvendo a população. Assis ressaltou que o êxito alcançado deve-se à integração entre o órgão regulador, a concessionária e a administração municipal.

O diretor de Gás e Energia da AGEMS, Matias Gonsales, também acompanhou o trabalho de campo. Gonsales afirmou que a iniciativa combate um problema antigo que vai além do aspecto estético. Na avaliação do dirigente, o acúmulo de cabos compromete a capacidade de suporte dos postes, dificulta a manutenção da rede e pode provocar quedas de energia, incêndios e choques elétricos. Ele destacou que a união das instituições envolvidas tem permitido avanços concretos na solução da questão.

A fiação clandestina, geralmente acomodada sem organização ou padronização, sobrecarrega a infraestrutura instalada para a distribuição de energia. O excesso de peso e o emaranhado de cabos dificultam o acesso de técnicos em caso de reparos emergenciais, atrasam a identificação de falhas e elevam o risco de incidentes com moradores ou trabalhadores que circulam próximos aos postes. Além disso, a presença irregular de cabos de telecomunicação pode afetar a estabilidade do fornecimento de internet e telefonia, causando interrupções nos serviços.

Conforme o planejamento da AGEMS e da Energisa, a Operação Limpa-Fios prosseguirá com novas etapas definidas a partir do monitoramento contínuo da rede. Áreas apontadas como críticas serão priorizadas, e as empresas de telecomunicações deverão regularizar suas instalações, apresentando documentação e adequando a fixação dos cabos às normas técnicas. Caso irregularidades persistam, a retirada será realizada novamente pelos órgãos responsáveis.

Ao avançar pelo centro de Campo Grande e preparar intervenções em outros pontos urbanos, a operação busca preservar a segurança elétrica, melhorar a paisagem urbana e garantir a confiabilidade do sistema de distribuição de energia. A expectativa dos organizadores é que o trabalho coordenado reduza gradualmente a ocorrência de cabeamento clandestino em Mato Grosso do Sul, minimizando riscos para consumidores, trabalhadores e transeuntes.