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Polícia Civil recolhe arsenal em operação de combate à violência doméstica em Sidrolândia

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul apreendeu três armas de fogo, munições de diversos calibres e vários acessórios durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em Sidrolândia, na manhã de terça-feira (30). A ação integra uma investigação que apura denúncia de violência doméstica e familiar contra uma mulher residente no município.

Os mandados foram expedidos pelo Poder Judiciário e executados em dois endereços, um localizado na área central e outro em zona rural. A operação mobilizou equipes da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM) e da Delegacia de Polícia de Sidrolândia, que atuaram de forma conjunta. Investigadores da Seção de Investigações Gerais (SIG) da 1ª DEAM lideraram as diligências, contando com apoio logístico e operacional da unidade local.

Segundo informações repassadas pela corporação, o trabalho teve por objetivo localizar provas relacionadas aos fatos sob apuração, além de verificar a existência de armas que pudessem ampliar o risco à vítima. A prioridade, de acordo com a Polícia Civil, é resguardar a integridade física da mulher e impedir a continuidade de possíveis agressões, sobretudo em situações em que o agressor possui acesso a armamento.

No endereço rural, os policiais encontraram um revólver calibre .38, uma carabina também calibre .38 e um rifle calibre .22. No mesmo local foram recolhidas dezenas de munições compatíveis com os calibres identificados, além de carregadores, uma luneta e outros dispositivos destinados ao uso ou manutenção das armas. Todo o material foi apreendido e encaminhado à perícia, onde passará por exames técnicos que deverão comprovar procedência, condição de funcionamento e eventual uso em crimes.

A Polícia Civil não divulgou, até o momento, se o alvo da investigação foi detido ou se outras pessoas foram conduzidas para prestar esclarecimentos. Informou apenas que o andamento do inquérito permanece sob sigilo para preservar a vítima e não comprometer futuras etapas da apuração. As armas e munições permanecerão à disposição do Judiciário, que deverá decidir sobre a destinação ou o eventual confisco definitivo dos itens apreendidos.

Além da coleta de provas materiais, as equipes envolvidas na operação também realizaram entrevistas e levantamentos complementares, inclusive no entorno dos imóveis vistoriados. O objetivo é reunir elementos que permitam esclarecer as circunstâncias da suposta violência doméstica, estabelecer autoria e subsidiar eventuais pedidos de medidas protetivas. Caso seja comprovada a prática do crime, o investigado poderá responder com base na Lei Maria da Penha, sem prejuízo de imputações relativas à posse ou porte irregular de arma de fogo.

A 1ª DEAM reforçou que mantém canais permanentes de denúncia e acolhimento para mulheres em situação de risco, incentivando a população a comunicar qualquer episódio de ameaça, lesão ou descumprimento de medidas judiciais. A delegacia ressaltou ainda que o trabalho integrado entre unidades especializadas e policiais locais tem se mostrado essencial para a rápida resposta institucional, sobretudo nos casos em que o agressor dispõe de arsenal capaz de potencializar a gravidade das agressões.

As investigações prosseguem sem prazo definido para conclusão. Enquanto isso, a Polícia Civil reafirma o compromisso de agir de forma técnica, preventiva e coordenada, buscando garantir a segurança da vítima, o cumprimento das decisões judiciais e a responsabilização dos envolvidos.