Em entrevista ao programa Microfone Aberto, da Massa FM Campo Grande, o senador Nelsinho Trad explicou as diretrizes do PSD de Mato Grosso do Sul para o próximo ciclo eleitoral. Presidente estadual da sigla, o parlamentar afirmou que a prioridade é preservar a parceria com o governador Eduardo Riedel nas eleições de 2026, além de viabilizar a própria candidatura à reeleição no Senado.
Segundo Trad, a continuidade da coalizão atende a um princípio de coerência política e reflete a avaliação interna sobre o desempenho do governo estadual. O senador citou indicadores de atração de investimentos e geração de empregos como justificativa para manter o alinhamento com o Executivo sul-matogrossense, classificando o estado como referência nacional nesses quesitos.
O presidente do PSD-MS também abordou o impacto da legislação que proíbe coligações proporcionais. Ele explicou que a necessidade de preencher vagas para deputado estadual e federal, obedecendo ainda às cotas de gênero, impõe obstáculos consideráveis a partidos que não dispõem de nominatas amplas. Diante desse cenário, Trad declarou que prefere encaminhar filiados para outras legendas em que existam chances reais de vitória, a fim de evitar a formação de chapas apenas simbólicas dentro do próprio PSD.
Na avaliação do dirigente, a regra do quociente eleitoral pode inviabilizar candidaturas competitivas quando a sigla não alcança o número mínimo de votos exigido. Por isso, ele defende negociações pragmáticas para que aliados disputem por agremiações capazes de atingir o coeficiente necessário, mesmo que isso reduza o tamanho formal da bancada pessedista.
Questionado sobre as principais demandas da sociedade sul-matogrossense, Trad apontou saúde e segurança pública como temas centrais. Ele observou que o perfil dos pacientes mudou com o avanço da tecnologia, pois muitos cidadãos já chegam aos consultórios munidos de informações colhidas na internet. Para atender a esse novo comportamento, o parlamentar considera imprescindível investir em inovação, atenção primária e programas de saúde da família.
O senador destacou que a bancada federal do estado atua de forma conjunta na busca de recursos voltados a hospitais, unidades básicas e forças de segurança. Ainda assim, reconheceu que o volume de investimentos precisa se manter constante para garantir uma percepção positiva da população.
Ao tratar de seu futuro político, Trad confirmou a intenção de concorrer a mais um mandato no Senado em 2026. Ele afirmou contar com legitimidade partidária, estrutura financeira proveniente do fundo eleitoral e apoio de prefeitos e vereadores de diferentes regiões do estado. De acordo com o parlamentar, esses compromissos firmados em bases municipais reduzem eventuais riscos de isolamento político.
O presidente estadual do PSD também recordou episódios de atuação em pautas internacionais durante o mandato atual. Entre os exemplos citados estão a mediação de disputas diplomáticas envolvendo representantes de Estados Unidos, Israel e Irã, além da discussão sobre tarifas de até 50% impostas pelo então presidente norte-americano Donald Trump a produtos brasileiros.
Sobre o cenário nacional da legenda, Trad manifestou entusiasmo com lideranças como o governador do Paraná, Ratinho Júnior, e avaliou que o Brasil necessita superar a polarização política para avançar em agendas de desenvolvimento. Ele reiterou que o PSD pretende ocupar espaço nesse debate oferecendo propostas consideradas equilibradas.
Durante o programa, o senador reforçou que o calendário interno do partido já contempla reuniões para montar as estratégias de 2026. A executiva estadual deverá mapear possíveis candidatos majoritários e proporcionais até o final de 2024, mantendo diálogo com outras siglas aliadas do governo Riedel. A expectativa é apresentar um projeto eleitoral que una coesão partidária e competitividade.
Em relação aos municípios, Trad informou que o PSD continuará priorizando melhorias em infraestrutura, saúde e segurança, áreas que, segundo ele, concentram as demandas mais frequentes da população. Para tanto, a legenda pretende utilizar emendas parlamentares, parcerias com o governo estadual e programas federais.
Ao concluir a entrevista, o presidente do PSD-MS ressaltou que a estratégia de manter a aliança com Eduardo Riedel e de buscar a reeleição ao Senado será submetida a discussões internas, mas, até o momento, representa consenso entre as principais lideranças partidárias no estado.








