Pedro Gomes acumulou 44 milímetros de chuva nas últimas 24 horas e liderou o ranking de precipitação em Mato Grosso do Sul, conforme dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) divulgados na manhã desta quinta-feira (8). O levantamento mostra distribuição irregular das chuvas em meio a um cenário de calor intenso, baixa umidade e rajadas de vento em várias regiões do Estado.
Volumes registrados no Estado
Depois de Pedro Gomes, o maior índice pluviométrico foi observado em Campo Grande, com 33,6 milímetros. Na sequência aparecem Alcinópolis (27,6 mm), Sonora (24,6 mm), São Gabriel do Oeste (21,2 mm) e Corumbá (20,6 mm). Outros municípios, entre eles Ribas do Rio Pardo, Ponta Porã e Coxim, também anotaram instabilidades, porém com valores inferiores.
Na capital, a chuva ocorreu principalmente durante a madrugada. Estações no Museu José Antônio Pereira e na Vila Progresso registraram 17,4 milímetros, enquanto o Centro teve 13 milímetros. No Jardim Panamá foram 15,6 milímetros, e no Carandá Bosque apenas 1 milímetro. Em cidades próximas, Rochedo apontou 2,4 milímetros e São Gabriel do Oeste 6,6 milímetros.
Calor persiste apesar da chuva
Mesmo com as precipitações pontuais, as temperaturas seguiram elevadas. Porto Murtinho registrou a máxima estadual na quarta-feira (7), alcançando 38,5 °C. Corumbá, Aquidauana, Pedro Gomes e Água Clara ultrapassaram 36 °C, enquanto Campo Grande atingiu 32,7 °C.
Umidade em níveis críticos
A combinação de calor e distribuição irregular das chuvas refletiu na umidade relativa do ar. Porto Murtinho apresentou a marca mais baixa, com 18%, valor considerado crítico. Três Lagoas, Água Clara e Jardim ficaram abaixo de 35%. Na capital, a umidade mínima chegou a 40%, índice que ainda demanda atenção para hidratação e cuidados com a saúde.
Rajadas de vento e possíveis transtornos
Além do calor, rajadas de vento foram registradas em diversos pontos do Estado. Em Costa Rica, as medições alcançaram 78,1 km/h, e em Sonora chegaram a 63 km/h. Velocidades desse porte podem causar queda de galhos, destelhamentos e interrupções pontuais no fornecimento de energia, exigindo monitoramento das autoridades locais.
Mecanismos que favorecem a instabilidade
Segundo o Cemtec, não há um sistema único concentrando as chuvas em Mato Grosso do Sul. A atuação simultânea de fatores típicos do verão, como a Zona de Convergência do Atlântico Sul e o transporte de umidade da Amazônia, cria condições para o desenvolvimento de nuvens carregadas. Um centro de baixa pressão posicionado no Paraguai também contribui para a formação de trovoadas sobre o centro-sul e o sudoeste do Estado.
O órgão aponta que esse padrão deve prevalecer principalmente no período da tarde. A projeção indica redução temporária das instabilidades por volta do dia 13, com tendência de retorno das chuvas mais intensas a partir de 20 de fevereiro.
Previsão para os próximos dias
Para Campo Grande, a expectativa é de pancadas de chuva vespertinas ao longo dos próximos dias, sobretudo em bairros como Sidrolândia, Maracaju e Bandeirantes. A permanência do calor e da umidade variável sugere que as precipitações ocorrerão de forma localizada, característica frequente nesta época do ano.
Em outras regiões, o Cemtec projeta comportamento semelhante. Municípios do norte e do leste tendem a registrar pancadas rápidas, enquanto o centro-sul pode enfrentar episódios de chuva moderada acompanhada de rajadas de vento. A adoção de medidas preventivas, como limpeza de calhas e poda de árvores próximas à rede elétrica, é recomendada para minimizar impactos de eventuais temporais.
Com os novos registros, Pedro Gomes mantém a liderança em volume de chuva no período analisado, demonstrando a variabilidade climática típica do verão sul-mato-grossense. A combinação de altas temperaturas, umidade baixa em alguns momentos e ventos fortes reforça a importância do acompanhamento constante das atualizações meteorológicas para planejamento de atividades urbanas e rurais.









