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Piloto de paramotor James Luck é encontrado morto em casa aos 40 anos em Três Lagoas

James Figueiredo dos Santos Pereira, conhecido no meio esportivo e entre amigos como James Luck, morreu na manhã desta terça-feira, 13, em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. O piloto de paramotor, de 40 anos, foi localizado sem sinais vitais em sua residência por volta das 10h30. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada imediatamente e confirmou o óbito no local.

Segundo informações apuradas no próprio endereço e repassadas a partir de testemunhos, a vítima enfrentava problemas de saúde anteriores. A morte, portanto, foi classificada como natural pelas autoridades médicas que atenderam à ocorrência. Não houve indícios de violência ou necessidade de envolvimento da polícia científica para realização de perícia adicional.

Morador de Três Lagoas, James era filho do radialista e comunicador Nenê Veloso, figura bastante conhecida na região. O pai, que construiu carreira no rádio local, vinha acompanhando a trajetória do filho no esporte aéreo, atividade que James transformou em sua principal paixão e modo de vida. Familiares foram avisados imediatamente após a confirmação do falecimento e optaram por manter a privacidade durante as primeiras horas de luto.

James Luck ganhou notoriedade regional ao sobrevoar de paramotor diversas cidades do interior de Mato Grosso do Sul. Nos últimos anos, ele era presença constante nos céus de Troncoso, Água Clara, Brasilândia e em outros municípios do estado, além de já ter participado de encontros de pilotos em diferentes pontos do Brasil. O equipamento motorizado permitia que o piloto decolasse, na maioria das vezes, de áreas descampadas ou até mesmo de pequenas pistas improvisadas, atraindo olhares de curiosos e fazendo do voo uma atração frequente em eventos locais.

A rotina de James envolvia, além dos voos de demonstração, a produção de conteúdos em redes sociais, onde compartilhava imagens panorâmicas obtidas durante suas travessias aéreas. Esse material, produzido com câmeras acopladas ao capacete ou presas à estrutura do parapente, costumava destacar paisagens de rios, pontes e fazendas da região Leste do estado. A repercussão dos vídeos reforçou sua imagem como entusiasta do esporte e divulgador das potencialidades turísticas de Três Lagoas e cidades vizinhas.

Após a confirmação da morte, mensagens de pesar tomaram conta de perfis pessoais e páginas comunitárias na internet. Companheiros de voo relataram a dedicação do piloto à segurança e ao cuidado com equipamentos, referências que se tornaram marcas registradas de sua atuação. Moradores que acompanhavam as apresentações aéreas também publicaram depoimentos, lembrando da simpatia com que James cumprimentava o público após pousos e decolagens.

O passamento do piloto levou associações esportivas a destacarem a importância de exames de saúde regulares para praticantes de atividades aéreas, ainda que, no caso específico, a causa natural não esteja relacionada a qualquer acidente em voo. A família, por sua vez, agradeceu, em nota curta divulgada a amigos próximos, todas as manifestações de carinho recebidas e informou que os detalhes sobre velório e sepultamento seriam comunicados diretamente aos conhecidos.

Aos 40 anos, James deixa, além do pai, outros familiares cujos nomes não foram divulgados. A trajetória do piloto, marcada por voos sobre rios, planícies e áreas urbanas do estado, reforçou a presença do paramotor como modalidade de lazer em Mato Grosso do Sul. Mesmo integrando um grupo relativamente pequeno de praticantes, ele ajudou a expandir a visibilidade do esporte e a atrair novos interessados, principalmente jovens, para cursos e workshops realizados na região.

Até o início da noite desta terça-feira, não havia registro de cerimônia pública em homenagem ao piloto. Entretanto, grupos de praticantes de paramotor estudavam organizar um sobrevoo coletivo, em data a ser definida, como última despedida. A iniciativa dependerá da autorização da família e das condições meteorológicas, uma vez que a segurança das operações aéreas permanece prioridade.