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Polícia Militar Ambiental retira jiboia de dois metros de residência em Dourados

Uma equipe do 2º Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA) capturou, na noite de quinta-feira, 9 de abril, uma jiboia de aproximadamente dois metros de comprimento que havia entrado em uma casa no bairro Jardim Cristhais, em Dourados, Mato Grosso do Sul. O atendimento ocorreu por volta das 21h, após moradores acionarem a guarnição ao perceberem a presença do réptil em um dos cômodos da residência.

De acordo com informações da corporação, o animal foi localizado na cozinha do imóvel. Por se tratar de uma serpente de grande porte, os policiais ambientais adotaram procedimentos específicos de contenção para evitar riscos tanto aos moradores quanto ao próprio animal. A abordagem exigiu cautela, já que a proximidade da jiboia com utensílios domésticos poderia dificultar o manuseio e aumentar o nível de estresse do réptil.

Após a imobilização segura, os agentes realizaram uma avaliação visual, etapa padrão antes do transporte. A inspeção não identificou ferimentos externos ou sinais de debilidade. O bom estado de saúde permitiu que a jiboia fosse imediatamente destinada a uma área de reserva ambiental situada fora do perímetro urbano.

O local escolhido para a soltura, segundo a Polícia Militar Ambiental, atende aos critérios de distanciamento de áreas residenciais, oferta de abrigo natural e disponibilidade de alimento compatível com a espécie. Com isso, busca-se reduzir a probabilidade de retorno do animal ao ambiente urbano e, ao mesmo tempo, preservar o equilíbrio ecológico da região.

A ação integra a rotina de atendimento da PMA a ocorrências envolvendo fauna silvestre em áreas habitadas. Situações desse tipo costumam aumentar em períodos de variação climática ou expansão urbana, quando animais acabam ingressando em bairros à procura de abrigo, água ou presas fáceis. Em Dourados, o 2º BPMA mantém plantão para chamadas emergenciais relacionadas a serpentes, aves, mamíferos e demais espécies nativas que eventualmente deixem seu habitat natural.

A corporação orienta a população a não tentar capturar ou afugentar animais silvestres por conta própria. O recomendado é isolar o ambiente, manter distância, evitar movimentos bruscos e contatar imediatamente a Polícia Militar Ambiental. A intervenção técnica visa prevenir acidentes, garantir a segurança dos moradores e assegurar o bem-estar dos animais resgatados.

Conforme destaca o batalhão, a utilização de ferramentas adequadas e o conhecimento do comportamento de cada espécie são fatores decisivos para uma retirada bem-sucedida. No caso da jiboia resgatada no Jardim Cristhais, o treino específico dos agentes permitiu concluir todo o procedimento sem danos físicos ao réptil ou às pessoas envolvidas.

A soltura em área de conservação também faz parte de um protocolo que inclui monitoramento eventual do local, a fim de confirmar que o animal se adaptou às novas condições e não apresenta sinais de desorientação pós-captura. Embora as jiboias desempenhem papel relevante no controle de populações de pequenos vertebrados, a presença em ambientes domésticos representa potencial ameaça para moradores e para o próprio animal, que pode sofrer agressões ou atropelamentos caso permaneça em região urbanizada.

Além do atendimento direto, o 2º BPMA mantém ações educativas em escolas, associações de bairro e veículos de comunicação para reforçar boas práticas de convivência com a fauna silvestre. O objetivo é reduzir conflitos e ampliar o entendimento sobre a importância da preservação dos ecossistemas locais.

Com o caso solucionado na quinta-feira, a Polícia Militar Ambiental relembra que o número de plantão está disponível 24 horas para ocorrências semelhantes em Dourados e municípios vizinhos. O batalhão recomenda registrar o máximo de informações possíveis durante o chamado, como localização precisa, tamanho aproximado do animal e condições do ambiente, o que facilita a preparação da equipe e acelera o resgate.

A jiboia removida no Jardim Cristhais permanece sob observação indireta da corporação, que confirmou a integridade física do réptil após a reintegração ao habitat natural. A PMA ressalta que a cooperação da comunidade foi fundamental para o desfecho sem incidentes e reforça a importância de acionar profissionais sempre que animais silvestres forem identificados em áreas residenciais.

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