Mais de 7 toneladas de entorpecentes foram incineradas nesta sexta-feira (5) em Aparecida do Taboado, no leste de Mato Grosso do Sul. A destruição do material foi executada pela Primeira Delegacia de Polícia Civil de Paranaíba, dentro da Operação CODESUL II, e contou com o acompanhamento de outras forças de segurança pública. Ao todo, 7.278 quilos de maconha e cocaína deixaram de circular em redes criminosas após a ação.
A carga, armazenada em depósito judicial desde apreensões realizadas em diferentes fases investigativas, foi transportada sob escolta até as imediações do Frigorífico Frigosul, local escolhido para a incineração. O procedimento seguiu protocolos ambientais, sanitários e de segurança, garantindo a completa destruição das substâncias sem riscos para a população ou para o meio ambiente.
Participaram da operação equipes da Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Rodoviária Estadual, Perícia Criminal e Vigilância Sanitária Municipal. A presença conjunta dos órgãos reforçou o caráter integrado do trabalho, estratégia considerada essencial pela Polícia Civil para enfraquecer financeiramente organizações especializadas no tráfico de drogas que atuam na região de fronteira.
Segundo a Polícia Civil, o volume incinerado representa resultado direto de ações contínuas de monitoramento de rotas, fiscalização rodoviária, cruzamento de informações de inteligência e cumprimento de mandados de busca e apreensão. As apreensões que originaram o montante ocorreram em abordagens de rotina, operações pontuais e investigações que vinham sendo conduzidas desde o ano passado.
Embora a maior parte da droga destruída seja maconha, também foram incinerados tabletes de pasta base e de cocaína refinada. A corporação avalia que a retirada dessas substâncias do mercado ilícito diminui a capacidade de expansão das quadrilhas e reduz potenciais danos sociais associados ao tráfico, como violência armada, disputas territoriais e aliciamento de jovens.
A Operação CODESUL II, da qual a incineração faz parte, foi deflagrada para intensificar o enfrentamento qualificado ao crime organizado em municípios que integram o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul). O planejamento prevê ações articuladas não apenas em Mato Grosso do Sul, mas também em estados vizinhos, com foco especial em regiões de passagem de cargas ilegais vindas de países fronteiriços.
Durante a queima, peritos criminais acompanharam a contagem e o registro fotográfico dos fardos, assegurando documentação completa do procedimento. A Vigilância Sanitária verificou condições de segurança e emissão controlada de gases, conforme exigências legais. O relatório final da operação servirá de base para processos judiciais vinculados aos inquéritos que resultaram nas apreensões.
O delegado responsável pela coordenação local destacou que, além de representar grande prejuízo financeiro para as organizações criminosas, a incineração fortalece a percepção de presença estatal e desencoraja novas tentativas de transporte em larga escala. Ele classificou a ação como “passo importante” para manter a pressão sobre rotas utilizadas por traficantes na divisa com outros estados.
Autoridades envolvidas ressaltaram a importância da participação popular no fornecimento de informações que auxiliem investigações. Denúncias anônimas podem ser encaminhadas pelos canais oficiais da Polícia Civil, com garantia de sigilo absoluto sobre a identidade do denunciante. O órgão reforçou que dados repassados pela comunidade costumam acelerar a localização de depósitos, veículos e pessoas ligadas ao tráfico.
A Polícia Militar, por sua vez, informou que continuará intensificando patrulhamentos em rodovias estaduais e áreas rurais consideradas estratégicas. O objetivo é identificar movimentações suspeitas e ampliar a apreensão de cargas ilegais antes que alcancem centros de distribuição. Já a Polícia Rodoviária Federal manterá barreiras fixas e operações volantes em trechos de maior incidência de crimes transfronteiriços.
Ao fim da incineração, os agentes envolvidos realizaram balanço operacional, classificando a retirada de 7.278 quilos de drogas do mercado como um dos maiores resultados obtidos na região nos últimos meses. A meta agora é avançar nas investigações para chegar aos financiadores das remessas e desarticular completamente as células responsáveis pela logística do entorpecente.
A Operação CODESUL II segue em andamento com novas fases previstas para as próximas semanas. As forças de segurança reiteram que o trabalho permanecerá concentrado na interceptação de carregamentos, prisão de envolvidos e imediata destruição do material ilícito apreendido, mantendo a linha de ação direta adotada nesta sexta-feira em Aparecida do Taboado.









