A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul promoveu, na manhã de sexta-feira (5), a incineração de um lote com mais de 13 toneladas de drogas apreendidas em diferentes operações realizadas em Campo Grande. A destruição do material foi conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) e marca a conclusão de uma série de procedimentos legais voltados ao combate ao tráfico de entorpecentes no município.
Ao todo, foram incendiados 11,6 toneladas de maconha, 1,4 tonelada de cocaína, 5,6 quilos de comprimidos de ecstasy e 19,5 gramas de LSD. Os volumes correspondem a apreensões efetuadas por várias forças de segurança que atuam na capital sul-mato-grossense, incluindo ações integradas com a Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e demais órgãos de fiscalização que interceptam o transporte de drogas na região.
O processo de incineração cumpre dispositivos da Lei nº 11.343/2006, que estabelece regras para a destruição de substâncias ilícitas apreendidas. A legislação determina que a queima seja realizada em local adequado e acompanhada por representantes do Ministério Público, peritos oficiais e autoridades sanitárias, garantindo rastreabilidade, segurança e respeito às normas ambientais. Todos esses requisitos foram observados durante a operação, assegurando o descarte definitivo do material e prevenindo qualquer possibilidade de desvio.
De acordo com a Polícia Civil, o procedimento é considerado a etapa final dos inquéritos relacionados às apreensões. Antes da incineração, as drogas passaram por perícia, pesagem e armazenagem em depósitos sob vigilância, seguindo determinação judicial. A cadeia de custódia foi mantida desde o momento de cada flagrante até o ato de destruição, o que preserva a validade das investigações e evita questionamentos posteriores em ações penais.
A iniciativa integra a Operação CODESUL II, força-tarefa voltada a reduzir o fluxo de entorpecentes na região. A operação promove a troca de informações e o alinhamento de estratégias entre órgãos estaduais e federais, buscando conter a entrada de grandes carregamentos e desarticular rotas utilizadas por organizações criminosas que atuam no Centro-Oeste e no Sul do país. Em Campo Grande, a proximidade com fronteiras e corredores logísticos torna a cidade ponto estratégico para o escoamento de drogas, motivo pelo qual as autoridades mantêm operações contínuas de repressão e bloqueios nas principais vias de acesso.
O volume destruído nesta sexta-feira reflete a soma de ocorrências registradas ao longo de meses de trabalho policial. A maconha representa a maior parte do total incinerado, resultado da posição geográfica do estado como rota de passagem do produto vindo, principalmente, de países vizinhos. Já a cocaína, apreendida tanto em pó quanto em forma de pasta base, evidencia a diversificação das cargas interceptadas. As quantidades de ecstasy e LSD, ainda que menores, apontam para a presença de entorpecentes sintéticos destinados ao consumo em centros urbanos.
Além de eliminar o estoque ilegal, a incineração visa a impedir que a droga volte ao mercado e a reforçar a atuação preventiva junto à população. A Denar destaca que as ações de repressão ao tráfico se complementam com programas de inteligência, capacitação de agentes e campanhas de conscientização. Conforme a delegacia especializada, a manutenção de operações conjuntas é considerada essencial para atingir resultados expressivos em escala regional.
O aparato utilizado para a queima envolve fornos de alta temperatura, equipamentos de segurança e veículos apropriados para o transporte do material até o local da incineração. Durante toda a movimentação, policiais permaneceram armados e em viaturas posicionadas em pontos estratégicos, a fim de evitar tentativas de resgate da carga. Equipes de fiscalização ambiental acompanharam a emissão de gases e a destinação de resíduos, seguindo protocolos estabelecidos para minimizar impactos ao meio ambiente.
Encerrado o procedimento, a Polícia Civil elaborou auto de incineração detalhando as quantidades e o tipo de droga destruída, o local da operação, a presença das instituições envolvidas e a certificação de que não restaram vestígios passíveis de reaproveitamento. O documento será juntado aos processos judiciais relativos às apreensões, servindo como prova de cumprimento da legislação antidrogas.
Com a conclusão desta etapa, as forças de segurança estaduais informam que mantêm o monitoramento de rotas e pontos críticos para novas interceptações. A Denar reforça que denúncias anônimas podem ser feitas por meio do telefone 181, canal que recebe informações sobre tráfico e contribui para a localização de depósitos, transportadores e financiadores de atividades ilícitas na região.









