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Polícia Civil incinera 59 quilos de drogas apreendidas em Aparecida do Taboado

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul realizou, na manhã desta sexta-feira (5), a destruição de 59 quilos de entorpecentes recolhidos em Aparecida do Taboado desde o início do ano. O material foi incinerado em uma das caldeiras do frigorífico Frigosul, instalação disponibilizada para a operação após cumprimento dos protocolos legais e de segurança exigidos para esse tipo de procedimento.

O delegado responsável pela unidade local, André Stafusa, informou que o volume destruído era composto majoritariamente por maconha. Do total incinerado, 54 quilos correspondiam a embalagens desta droga. Também foram eliminados aproximadamente 4 quilos de cocaína e 350 gramas de crack, todos provenientes de apreensões efetuadas pela Polícia Civil e outras forças de segurança no município ao longo deste ano.

A incineração integra uma operação estadual coordenada pela Polícia Civil, cujo objetivo é dar destino final às substâncias ilícitas recolhidas pelos municípios sul-mato-grossenses. A iniciativa busca evitar que o material permaneça armazenado por longos períodos nos depósitos policiais, reduzindo riscos de furto, contaminação de ambientes e sobrecarga de espaços. A autorização para o procedimento foi concedida pelo Poder Judiciário após a conclusão dos trâmites de perícia e a formalização dos autos de apreensão.

Para garantir transparência e rastreabilidade, representantes de diferentes órgãos acompanharam toda a ação. Além da equipe da Delegacia de Aparecida do Taboado, estiveram presentes agentes da Polícia Militar, servidores da Vigilância Sanitária Municipal e peritos criminais lotados em Paranaíba. Esses profissionais atestaram o peso, a natureza das substâncias e o correto descarte conforme a legislação vigente.

O procedimento iniciou-se com o transporte dos pacotes de entorpecentes em viatura oficial, escoltada por policiais armados. Já no interior do frigorífico, as drogas foram conferidas e acondicionadas de forma escalonada na caldeira, onde as altas temperaturas garantiram a completa combustão. Segundo a Polícia Civil, esse tipo de estrutura industrial oferece o ambiente controlado necessário para eliminar resíduos tóxicos e impedir a liberação de material particulado no ar.

Concluída a queima, a equipe de perícia lavrou o termo de incineração, documento que detalha horário, local, quantidade e tipo das substâncias destruídas. O relatório será anexado aos inquéritos correspondentes, servindo como prova do destino final dos entorpecentes e encerrando a cadeia de custódia.

A iniciativa segue diretrizes da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, que determina a realização periódica de incinerações, principalmente em cidades de fronteira ou cortadas por rotas de tráfico interestadual, como é o caso de Aparecida do Taboado. Situado na divisa com São Paulo, o município costuma registrar apreensões significativas em operações de bloqueio viário ou intervenções urbanas.

Autoridades locais atribuem parte desses resultados ao trabalho integrado entre Polícia Civil, Polícia Militar e órgãos de vigilância. O delegado André Stafusa reforçou que as ações conjuntas contribuíram para a retirada de expressiva quantidade de drogas de circulação no primeiro semestre. Ele destacou, ainda, que a destruição rápida dos materiais apreendidos reforça a segurança dos próprios servidores e da população, ao evitar que produtos perigosos permaneçam armazenados em delegacias.

No âmbito estadual, a Polícia Civil informou que novas etapas de incineração estão programadas para os próximos meses, conforme outros municípios concluam a tramitação judicial de seus processos. A estratégia é padronizar o descarte em datas predefinidas, reduzindo custos logísticos e assegurando o cumprimento uniforme das normas sanitárias e ambientais.

Por fim, a Vigilância Sanitária de Aparecida do Taboado avaliou que a operação ocorreu dentro dos parâmetros exigidos. Os técnicos acompanharam o controle de emissões atmosféricas e a destinação das cinzas geradas, certificando-se de que não houve risco aos trabalhadores nem ao meio ambiente.