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Polícia divulga imagem de suspeito de violência doméstica foragido em Paranaíba

A Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Paranaíba, unidade vinculada à Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, tornou pública nesta terça-feira, 16, a fotografia de Ronan Soares da Costa, de 25 anos. O jovem é alvo de investigação por crimes associados à violência doméstica e está com prisão preventiva decretada desde 8 de maio de 2026, data em que passou a ser considerado foragido pela Justiça.

Segundo informações confirmadas pela Polícia Civil, o investigado é acusado de descumprir medidas protetivas de urgência impostas em favor da vítima. Ainda conforme a corporação, há relatos de ameaças de morte reiteradas dirigidas à mulher protegida pela decisão judicial. A existência desses registros motivou o pedido de prisão preventiva, que foi acolhido pelo Poder Judiciário.

Com a divulgação da imagem, a DAM pretende ampliar o alcance das buscas e conta com o apoio da população de Paranaíba e região. A corporação ressalta que qualquer informação sobre o paradeiro de Ronan Soares da Costa pode ser encaminhada anonimamente, sem a necessidade de identificação do denunciante.

Canais para repasse de informações

Três números de telefone foram disponibilizados para receber detalhes que possam auxiliar na localização do foragido. São eles:

Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Paranaíba: (67) 3503-1266

WhatsApp da DAM: (67) 98105-1266

Setor de Investigações Gerais (SIG) da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Paranaíba: (67) 99219-9614

A Polícia Civil enfatiza que todas as denúncias serão tratadas em sigilo absoluto. A intenção é garantir a segurança de quem colabora e, ao mesmo tempo, assegurar que o mandado de prisão seja cumprido sem colocar a vítima em risco adicional.

Contexto do caso

O processo em que Ronan Soares da Costa figura como investigado teve início após a formalização de denúncias de violência doméstica. Conforme a DAM, as investigações apontaram para uma série de comportamentos considerados ameaçadores, incluindo a violação de determinações judiciais que visavam proteger a integridade física e psicológica da vítima.

Em razão da gravidade dos indícios, o Ministério Público solicitou a prisão preventiva do suspeito, medida que foi deferida pelo magistrado responsável pelo caso. Desde então, equipes da Polícia Civil realizam buscas para localizá-lo, mas até o momento nenhum endereço foi confirmado.

A divulgação da fotografia, segundo os investigadores, atende a protocolos previstos em lei para situações em que o suspeito se encontra em local incerto e não sabido. Ao tornar a imagem pública, a corporação espera que moradores de Paranaíba, de municípios vizinhos e até de outros estados reconheçam o homem e relatem sua localização.

Colaboração popular

Casos de violência doméstica frequentemente ocorrem dentro de ambientes privados, o que, de acordo com a DAM, torna o trabalho investigativo mais complexo. A participação da comunidade, portanto, é considerada fundamental para impedir novos episódios de agressão e garantir a execução das decisões judiciais.

Os investigadores ressaltam que pequenas informações, como a observação de um indivíduo com características semelhantes em um bairro específico, podem acelerar o cumprimento do mandado de prisão. A orientação é repassar a indicação ao canal de preferência, citando pontos de referência, horários ou rotinas que possam ser úteis ao planejamento das diligências policiais.

Medidas protetivas

As medidas protetivas de urgência descumpridas pelo investigado foram concedidas para garantir distância mínima entre o suspeito e a vítima, além de proibir contato por qualquer meio de comunicação. O não atendimento a essa determinação, somado às ameaças relatadas, configurou elementos suficientes para a decretação da prisão preventiva.

A DAM reforça que a efetividade das medidas depende da pronta resposta das instituições de segurança e da sociedade. A prisão do foragido é vista como etapa essencial para interromper o ciclo de violência relatado nos autos.

Até que o mandado seja cumprido, a Polícia Civil mantém equipes em diligência e atualiza periodicamente as unidades de segurança do Estado sobre possíveis deslocamentos do procurado. Quem tiver conhecimento de seu paradeiro deve evitar qualquer tipo de abordagem direta, limitando-se a fornecer as informações pelos telefones oficiais.

A corporação reitera que denúncias anônimas são fundamentais não apenas para localizar o suspeito, mas também para fortalecer mecanismos de proteção à vítima e prevenir novas infrações no contexto familiar.

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