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Polícia civil localiza dois adolescentes suspeitos de furto a residência em condomínio de luxo de Campo Grande

A Delegacia Especializada em Repressão a Roubos e Furtos (DERF) identificou dois adolescentes de 17 anos apontados como participantes de um furto qualificado ocorrido em um condomínio de alto padrão situado na região noroeste de Campo Grande. O crime foi registrado na madrugada de 1º de janeiro, durante o feriado de Ano-Novo.

Segundo a polícia, quatro pessoas arrombaram uma das residências depois de superar as barreiras de segurança instaladas no perímetro. Os invasores desligaram ou burlaram a cerca elétrica, atravessaram a grade de proteção e conseguiram chegar ao interior do imóvel sem serem notados pela equipe de monitoramento naquele momento.

No local, os suspeitos retiraram um cofre que continha joias, documentos pessoais dos moradores e diversos aparelhos eletrônicos. O grupo deixou o condomínio pelas mesmas rotas utilizadas na entrada, carregando o cofre em um veículo cuja placa ainda está sob análise dos peritos.

Imagens captadas pelo circuito interno de vigilância do condomínio foram recolhidas pelos agentes e serviram de base para o cruzamento de informações com outras bases de dados policiais. A partir desse material, investigadores conseguiram reconhecer características físicas e vestimentas que levaram à localização dos dois primeiros suspeitos, ambos menores de idade.

De acordo com o Setor de Investigação da DERF, os adolescentes identificados teriam atuado em conjunto com outros dois jovens, também presumivelmente menores de idade. A identificação completa dos demais envolvidos ainda não foi concluída, mas a equipe afirma já possuir elementos que podem levar aos nomes e endereços dos comparsas.

As diligências apontam que a residência não foi alvo pré-selecionado. O grupo teria escolhido o imóvel de forma aleatória, aproveitando o fluxo reduzido de moradores e funcionários de segurança durante as comemorações de réveillon. A estratégia, segundo a polícia, visava minimizar a possibilidade de testemunhas presenciais e facilitar a retirada do material subtraído.

O delegado Edgard Punsky informou que a investigação iniciou em outra unidade policial, responsável pelo registro inicial do boletim de ocorrência. Posteriormente, o caso foi encaminhado à especializada em roubos e furtos, que passou a coordenar todas as fases do inquérito, incluindo perícia no local, análise de imagens e coleta de depoimentos.

Entre as providências já adotadas, constam a realização de buscas em endereços associados aos adolescentes reconhecidos, a coleta de vestígios de DNA em objetos abandonados durante a fuga e a solicitação de informações a empresas de telefonia para rastrear a localização dos celulares utilizados pelos suspeitos na madrugada do crime.

O delegado declarou ainda que a recuperação do cofre permanece como uma das prioridades da investigação. Joias e eletrônicos têm alto valor de revenda em mercados paralelos, o que, na avaliação da Polícia Civil, pode acelerar a dispersão do material furtado. Equipes da DERF estão monitorando pontos conhecidos de receptação na capital e em municípios vizinhos.

A legislação determina que menores de 18 anos respondam por ato infracional. Caso as responsabilidades sejam confirmadas, os adolescentes poderão ser encaminhados a medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, como internação provisória ou liberdade assistida. Os autos serão encaminhados ao Ministério Público para as providências cabíveis.

A DERF mantém aberto um canal de denúncias anônimas para coletar informações que ajudem a localizar os outros participantes e recuperar os bens. O delegado reforçou que qualquer dado adicional, mesmo considerado de pouca relevância, pode auxiliar no esclarecimento completo do caso e na responsabilização de todos os envolvidos.

As investigações prosseguem sem prazo divulgado para conclusão. Até o momento, não há informações sobre feridos na ação ou sobre o valor estimado dos objetos levados do imóvel.

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