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Polícia Ambiental identifica suspeito de envenenamento de árvores no Jardim Alvorada, em Três Lagoas

A Polícia Militar Ambiental (PMA) de Três Lagoas localizou, nesta semana, o homem apontado como responsável pelo envenenamento de três árvores na Rua C do bairro Jardim Alvorada, próximo à Escola Municipal Maria Eulália. O crime ambiental foi descoberto em 23 de novembro, quando moradores perceberam sinais de perfurações nos troncos e acionaram as autoridades. A equipe da PMA confirmou o dano à vegetação e iniciou a investigação que resultou na identificação do suspeito.

De acordo com informações da corporação, a descoberta ocorreu a partir de denúncias anônimas. Os moradores, incomodados com o possível envenenamento, forneceram detalhes que levaram os policiais até a residência do acusado. No endereço, ele não foi encontrado, mas um parente presente teria admitido que o familiar havia realizado as perfurações e aplicado um líquido escuro nos troncos, com a intenção de matar as árvores.

As espécies atingidas são duas Oitis e uma Monguba, árvores comumente utilizadas em áreas urbanas devido à copa frondosa e à capacidade de promover sombreamento. Segundo a PMA, o autor perfurou diversos pontos nos troncos e introduziu um produto químico ainda não identificado. A substância provocou escurecimento em torno dos furos, indício típico de ação tóxica. Técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agronegócio foram acionados para monitorar a evolução do quadro e avaliar eventuais medidas de recuperação ou substituição dos exemplares.

O comandante da PMA em Três Lagoas, capitão Lauro Santanna, afirmou que, após a confirmação da autoria, a equipe registrou boletim de ocorrência e encaminhou o caso à Polícia Civil. A conduta se enquadra no artigo 49 da Lei Federal 9.605/1998, que trata de dano à vegetação em área urbana, prevendo pena de detenção de um a três meses e aplicação de multa. O valor da penalidade administrativa ainda será definido após a conclusão do laudo pericial e da análise da autoridade ambiental municipal.

Além da via criminal, o suspeito poderá responder por infração administrativa junto ao órgão ambiental estadual. A PMA informou que o relatório fotográfico, o laudo preliminar da equipe técnica e os depoimentos dos moradores serão anexados ao inquérito. Caso seja confirmada a morte das árvores, o responsável poderá ser obrigado a realizar o replantio de mudas da mesma espécie ou de outra definida pelo município, além de arcar com as sanções financeiras correspondentes.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agronegócio, por meio de sua equipe de biólogos, acompanha o estado das árvores desde a notificação inicial. Técnicos realizam inspeções periódicas para verificar sinais de recuperação ou agravamento. Caso o envenenamento seja irreversível, a pasta deverá autorizar a supressão dos exemplares, seguindo protocolos de segurança para evitar riscos a pedestres e motoristas que circulam pela área escolar.

Moradores do Jardim Alvorada relatam que as árvores envenenadas forneciam sombra em um trecho de grande fluxo de crianças, sobretudo nos horários de entrada e saída das aulas. A eventual remoção dos exemplares, segundo a prefeitura, será compensada por novo plantio na mesma via ou em áreas próximas, conforme planejamento de arborização urbana em vigor no município.

Até o momento, o suspeito não se apresentou às autoridades. A Polícia Civil deve intimá-lo a prestar depoimento nos próximos dias. Se confirmada a autoria, além das penalidades previstas em lei, ele poderá ser responsabilizado por eventuais custos de tratamento ou replantio. A PMA reforça que denúncias de crimes ambientais podem ser feitas de forma anônima, por telefone ou presencialmente, em qualquer unidade da corporação.

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