Trabalhadores com carteira assinada em 2023 e remuneração média de até dois salários mínimos têm até esta segunda-feira, 29, para retirar o abono salarial referente ao ano-base 2023. Quem perder o prazo precisará aguardar uma convocação extraordinária do governo federal para ter acesso aos valores.
Levantamento mais recente do Ministério do Trabalho e Emprego indica que 141.628 beneficiários ainda não efetuaram o saque. Juntos, eles somam R$ 145,7 milhões ainda disponíveis no sistema. Ao todo, 26,5 milhões de pessoas foram incluídas no calendário de pagamento iniciado em fevereiro, e 99,47% já receberam o crédito, totalizando pouco mais de R$ 30,7 bilhões liberados neste ciclo.
O benefício contempla trabalhadores inscritos no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) há pelo menos cinco anos, que tiveram vínculo empregatício formal por 30 dias ou mais em 2023 e cujos empregadores informaram corretamente os dados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou no eSocial. A renda média mensal no período não pode ter ultrapassado dois salários mínimos.
Empregados domésticos, estagiários e aprendizes não se enquadram nos critérios, pois o abono exige vínculo com pessoa jurídica. O valor a receber varia conforme a quantidade de meses trabalhados no ano-base: quem esteve empregado durante os 12 meses tem direito ao valor integral, enquanto períodos menores resultam em pagamentos proporcionais.
A retirada pode ser verificada pela Carteira de Trabalho Digital ou pelo Portal Gov.br. Para trabalhadores vinculados ao PIS, o pagamento é feito pela Caixa Econômica Federal. O crédito cai automaticamente em contas corrente, poupança ou contas digitais Caixa Tem. Quem não possui conta na instituição pode sacar nos guichês de atendimento, lotéricas ou terminais de autoatendimento, utilizando o Cartão Cidadão ou documento oficial com foto.
Servidores públicos vinculados ao Pasep recebem pelo Banco do Brasil. Nesse caso, o depósito ocorre em contas mantidas na própria instituição, transferências via Pix ou TED, ou ainda saque presencial para não correntistas. Em ambos os bancos, a liberação segue o mês de nascimento do trabalhador, etapa que se encerra nesta segunda-feira.
Beneficiários que entraram com recurso administrativo, seja por divergências cadastrais ou ausência de informações na base de dados, têm liberação programada para o dia 15 de cada mês ou para o primeiro dia útil subsequente, até que o processo seja concluído. A revisão de pagamentos de até cinco anos anteriores também integra o cronograma atual, desde que a correção tenha sido solicitada dentro do prazo legal.
O governo já definiu as projeções para o próximo calendário. Em 2026, está prevista a destinação de R$ 33,5 bilhões para aproximadamente 26,9 milhões de trabalhadores, com início dos créditos marcado para fevereiro. Detalhes sobre prazos e procedimentos serão divulgados após a publicação da Portaria que regulamenta o pagamento.
Dúvidas sobre valores, datas ou regularização de dados podem ser sanadas pelo telefone 158, nas unidades regionais do trabalho ou pelos canais digitais de atendimento ao trabalhador. O ministério reforça que, encerrado o horário bancário desta segunda-feira, não haverá nova liberação imediata, o que torna essencial a consulta e o saque ainda hoje para quem tem direito e não recebeu o benefício.









