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Prefeito de Três Lagoas mantém secretariado e projeta equilíbrio fiscal apesar de queda de 6% na receita

O prefeito de Três Lagoas, Cassiano Maia (PP), descartou promover alterações em seu primeiro escalão e afirmou que o município deve encerrar o exercício de 2025 com as contas equilibradas, mesmo diante da redução de aproximadamente 6% na arrecadação prevista em relação a 2024. A estimativa de receita para o próximo ano é de R$ 1,4 bilhão, valor impactado principalmente pela diminuição do repasse de ICMS decorrente do comportamento do mercado de gás no Mato Grosso do Sul.

Queda na arrecadação

De acordo com o chefe do Executivo, o ICMS representa a principal fonte de recursos do município e, portanto, qualquer oscilação nesse indicador repercute diretamente no caixa municipal. A retração do mercado de gás no estado, salientou o gestor, provocou redução nos repasses estaduais, influenciando negativamente o orçamento local. Mesmo assim, a administração municipal garante que todos os compromissos financeiros estão em dia e que não há risco de déficit.

Cassiano Maia ressaltou que a contenção de despesas e a adoção de um planejamento financeiro rigoroso têm permitido à prefeitura enfrentar o cenário adverso sem recorrer a medidas de emergência, como corte de serviços ou suspensão de investimentos prioritários. O prefeito acrescentou que a atual metodologia de gestão orçamentária, baseada em metas semestrais de execução, continuará pautando as decisões até o fim do mandato.

Estratégias para ampliar receitas

Diante da redução dos repasses estaduais, a prefeitura pretende diversificar as fontes de arrecadação. Entre as estratégias citadas pelo prefeito estão o fortalecimento da base do Imposto Sobre Serviços (ISS) e a captação de novas indústrias. Segundo Maia, a atração de empreendimentos com maior valor agregado pode ampliar o recolhimento de tributos municipais e compensar parte da queda do ICMS.

Outra frente de atuação envolve a revisão de incentivos fiscais concedidos em anos anteriores. O governo municipal pretende avaliar contratos vigentes para verificar a manutenção de contrapartidas originalmente previstas, assegurando que benefícios sejam mantidos apenas quando efetivamente geram emprego, renda e retorno de tributos.

Secretariado permanece

No campo político-administrativo, Cassiano Maia reafirmou que não haverá substituição de secretários neste momento. A única mudança prevista é a efetivação de um titular para a Secretaria de Assistência Social, atualmente comandada interinamente pelo secretário de Governo, André Bacalá. De acordo com o prefeito, a acumulação provisória das duas funções permitiu maior integração entre as áreas, consideradas estratégicas para atender a população em situação de vulnerabilidade.

Maia elogiou o desempenho de sua equipe e indicou que a continuidade dos projetos dependerá da manutenção do quadro atual. Ele enfatizou que a estabilidade no secretariado contribui para decisões técnicas mais rápidas, evita interrupções de programas em andamento e reforça o compromisso da gestão com metas preestabelecidas no início do mandato.

Saúde segue sob a mesma gestão

A permanência da secretária de Saúde, Juliana Salin, também foi confirmada. O prefeito destacou que a pasta passou por um processo de reestruturação administrativa que incluiu a revisão de protocolos de atendimento, racionalização de despesas e implantação de mecanismos de controle de estoque de medicamentos. A expectativa da administração é aprimorar a eficiência dos serviços prestados, sobretudo no atendimento de média e alta complexidade.

Segundo a prefeitura, a continuidade de Salin à frente da secretaria deve assegurar a execução de projetos já planejados para 2025, entre eles a ampliação de unidades de saúde da família, o fortalecimento da atenção básica e a modernização do sistema de regulação de consultas e exames. O governo municipal considera que a manutenção de uma abordagem técnica e disciplinada na gestão da saúde é essencial para equilibrar custos e melhorar indicadores.

Perspectivas até 2025

Com as contas em dia e sem previsão de cortes em programas essenciais, a administração de Três Lagoas busca preservar investimentos em infraestrutura, educação e assistência social. Apesar da retração na arrecadação, a projeção de equilíbrio financeiro foi mantida com base na revisão de contratos, na priorização de despesas e na implementação de ações de estímulo à economia local.

O município pretende intensificar parcerias com a iniciativa privada para acelerar obras de mobilidade urbana e de expansão da rede de água e esgoto. A gestão avalia que, ao garantir o equilíbrio fiscal, poderá negociar mais rapidamente financiamentos com organismos estaduais e federais, além de atrair investidores interessados em concessões e parcerias público-privadas.

Para 2025, o plano orçamentário prevê ajustes pontuais na folha de pagamento, adequações de custeio e a manutenção de reservas para eventual queda adicional de receita. O prefeito reforçou que o controle permanente das contas continuará sendo prioridade, considerando o cenário de incerteza econômica no estado e no país.

Ao final, Cassiano Maia reiterou que a principal meta é preservar serviços públicos essenciais sem abrir mão da responsabilidade fiscal. O governo municipal aposta na combinação de equilíbrio financeiro, incentivos ao setor produtivo e estabilidade administrativa para enfrentar o contexto de redução de receitas e manter a cidade em trajetória de crescimento moderado.

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