Equipes da Delegacia Especializada de Polinter e Capturas (Polinter/MS) cumpriram, na manhã desta quinta-feira (6), um mandado de prisão preventiva por homicídio no bairro Jardim Batistão, em Campo Grande. O alvo da ação é um homem de 22 anos que, segundo a Polícia Civil, estava foragido desde novembro de 2025.
A ordem de prisão foi expedida pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Campo Grande. De acordo com as informações repassadas pela corporação, os policiais localizaram o suspeito em uma residência da região. No momento da abordagem, ele não ofereceu resistência e foi detido de forma pacífica.
Após a captura, o investigado foi conduzido à sede da Polinter, onde passou pelos procedimentos formais de identificação e pela checagem dos antecedentes criminais. Concluída essa etapa, a equipe o encaminhou à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol), unidade responsável por dar prosseguimento às medidas judiciais cabíveis.
O mandado de prisão está relacionado à morte de Vandermárcio Gomes da Silva Júnior, ocorrida em maio de 2025. Conforme apontam os autos do inquérito, a vítima e um amigo teriam sido confrontados por um grupo de pessoas devido a uma dívida no valor de R$ 150. Durante o desentendimento, Vandermárcio foi atingido e não resistiu aos ferimentos, fato que motivou a abertura de investigação por homicídio qualificado.
As diligências conduzidas pela Polícia Civil identificaram o agora preso como um dos participantes do crime. Com base nos elementos reunidos, o Ministério Público representou pela prisão preventiva, medida que foi deferida pelo Poder Judiciário em novembro do ano passado. Desde então, o suspeito permanecia em local incerto, o que levou à inclusão do nome dele no banco de procurados da Polinter.
O cumprimento do mandado no Jardim Batistão envolveu trabalho prévio de inteligência, coleta de informações com moradores da região e monitoramento discreto dos possíveis endereços frequentados pelo investigado. Segundo os policiais que participaram da operação, a decisão de realizar a incursão na manhã desta quinta-feira levou em consideração o fluxo de pessoas no entorno e a necessidade de preservar a segurança de terceiros.
Com a formalização da prisão, o jovem de 22 anos permanece à disposição do Judiciário, que deverá decidir sobre eventuais medidas processuais, como a manutenção da custódia em estabelecimento prisional de regime fechado. Caso seja remetido ao sistema penitenciário, ele aguardará a sequência dos trâmites legais até a pronúncia e o julgamento pelo Tribunal do Júri.
Embora outros supostos envolvidos na morte de Vandermárcio Gomes da Silva Júnior já tenham sido identificados, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre possíveis novos mandados ou sobre a situação processual de cada um. O inquérito referente ao caso segue em andamento para esclarecer integralmente as circunstâncias do crime, reunir provas complementares e apontar a participação individual de cada suspeito.
O Jardim Batistão, local onde a prisão ocorreu, é um bairro residencial situado na região sul de Campo Grande. A operação não provocou transtornos significativos aos moradores, e não foram registradas ocorrências paralelas durante a ação policial. De acordo com a Polinter, a abordagem foi planejada para ser rápida e sem exposição de pessoas que transitavam nas proximidades da residência alvo.
Até o momento, não há previsão de data para a sessão de julgamento do processo, que tramita na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital. A defesa do suspeito poderá apresentar pedidos de revogação da prisão ou de substituição por medidas cautelares, enquanto o Ministério Público deverá encaminhar manifestação pela manutenção da custódia, argumentando a necessidade de garantir a ordem pública e a regularidade da instrução criminal.
Em nota, a Polícia Civil informou que o trabalho de localização e captura de foragidos é contínuo e integra a estratégia de combate a crimes contra a vida em Mato Grosso do Sul. A corporação reforçou que denúncias anônimas sobre paradeiro de procurados podem ser encaminhadas pelos canais oficiais, contribuindo para a redução da impunidade e para a celeridade dos processos criminais.
Com o mandado devidamente cumprido, o caso segue agora sob responsabilidade do Poder Judiciário, que deverá avaliar as provas colhidas pela investigação, ouvir testemunhas e determinar as próximas fases processuais até que o mérito da acusação seja submetido a julgamento pelos jurados.









