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Programa Lar Legal regulariza posse de imóveis para mais de 2,2 mil famílias em Mato Grosso do Sul

Mais de 2,2 mil famílias de Mato Grosso do Sul obtiveram, em 2025, o registro oficial de suas moradias por meio do Programa Lar Legal, iniciativa que integra o Tribunal de Justiça do Estado (TJMS), a Agência de Habitação Popular (Agehab) e prefeituras municipais. O balanço divulgado no início deste ano indica que 2.279 títulos foram entregues a moradores de 27 municípios, consolidando a política de regularização fundiária em áreas urbanas já ocupadas.

Atuação judicial e administrativa

Do total de títulos emitidos, 274 resultaram de processos judiciais conduzidos pelo TJMS. Essas ações se enquadram na regularização fundiária plena e contemplaram núcleos urbanos consolidados ou ocupações informais em sete municípios. Naviraí liderou o ranking, com 97 imóveis registrados, seguido por Bataguassu, que registrou 84 matrículas em dois conjuntos distintos, e Dourados, no distrito de Itahum, com 43 registros. Brasilândia, Angélica, Santa Rita do Pardo e a capital, Campo Grande, também tiveram áreas formalizadas nessa modalidade.

Paralelamente, a Agehab expediu 2.005 matrículas por meio do Programa de Regularização Fundiária de Interesse Social (Reurb-S), em processos administrativos realizados junto aos cartórios. As emissões contemplaram 27 cidades, com destaque para:

Campo Grande: 912 títulos;
Dourados: 131;
Paranaíba: 109;
Caracol: 107;
Maracaju: 91.

Com essa frente administrativa, a agência estadual ampliou a cobertura a localidades onde as famílias aguardavam documentação definitiva havia vários anos. Os registros emitidos permitem que os proprietários acessem linhas de crédito, realizem melhorias em suas residências e tenham segurança jurídica sobre o patrimônio.

Diretrizes e fundamentos legais

A regularização segue as normas do Provimento nº 158/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que orienta tribunais e cartórios a simplificar procedimentos para famílias de baixa renda. Criado em 2023, o Programa Lar Legal MS concentra-se justamente na regularização urbana simplificada, priorizando áreas consolidadas ocupadas há pelo menos cinco anos. A emissão de título é gratuita para os beneficiários, assegurando o direito à moradia digna e à inclusão dos imóveis no mercado formal.

O TJMS coordena as ações judiciais, que abrangem a coleta de documentação, a análise de posse consolidada e a decisão final sobre a titulação. Já a Agehab atua nos processos administrativos, articula parcerias com prefeituras e orienta moradores sobre a elaboração de plantas, memoriais descritivos e relatórios técnicos exigidos para o registro nos cartórios de imóveis.

Municípios contemplados

Além das cidades com maior número de títulos, a regularização fundiária alcançou localidades como Naviraí, Bataguassu, Brasilândia, Angélica, Santa Rita do Pardo, Corumbá, Rio Brilhante, Jardim, Nova Andradina e Três Lagoas. Em cada município, a formalização dos imóveis permite ao poder público implantar infraestrutura urbana, ampliar redes de água e energia, pavimentar vias e regularizar a cobrança de tributos.

As prefeituras fornecem levantamentos topográficos, definem a malha viária oficial e encaminham projetos de lei de interesse social às câmaras municipais, requisitos necessários para homologar os bairros junto aos cartórios. Após a averbação, cada família recebe a matrícula individual da unidade habitacional.

Resultados para as famílias

Com o documento em mãos, os moradores conquistam segurança patrimonial e passam a ter acesso pleno a programas de melhoria habitacional, financiamentos para reforma e possibilidade de transferência legal do bem. A regularização também protege contra eventuais despejos e facilita a obtenção de endereços formais para entrega de correspondências, atendimento de serviços de saúde e educação.

A soma dos títulos concedidos em 2025 reflete a expansão das políticas estaduais de moradia, que integram esforços do Judiciário, Executivo e administrações municipais para reduzir o déficit de documentação em núcleos urbanos de baixa renda.

O TJMS e a Agehab informam que novas etapas de regularização estão previstas ao longo de 2026, em continuidade ao cronograma estabelecido com base nas demandas cadastrais das prefeituras e nos estudos técnicos elaborados pelos cartórios de registro de imóveis.