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Reclamação por som alto termina em agressões, vandalismo e prisão no Jardim Imá, em Campo Grande

Uma disputa provocada pelo volume excessivo de um sistema de som resultou em agressões físicas, depredação de bens e na prisão de um suspeito na noite de sábado, 22, no bairro Jardim Imá, em Campo Grande. O conflito teve início quando uma agente da Guarda Civil Metropolitana, moradora da região, solicitou a redução do barulho produzido por uma casa de eventos localizada em frente à residência de sua família.

De acordo com o boletim registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac/Cepol), o episódio começou por volta das 20h10. Frequentadores do estabelecimento teriam sido abordados pela moradora e convidados a baixar o som, mas se recusaram a atender ao pedido. Em razão da negativa, a Polícia Militar foi acionada e compareceu ao endereço para orientar os responsáveis sobre a necessidade de encerrar ou diminuir a atividade sonora.

A primeira visita dos policiais resultou em breve interrupção da música. Entretanto, após a saída da equipe, o volume foi novamente elevado, motivando uma segunda chamada de emergência. Os militares retornaram ao local, reforçaram a orientação e deixaram a área pela segunda vez. Logo após essa nova intervenção, parte do grupo passou a hostilizar os moradores da casa localizada em frente ao ponto de festas.

Testemunhas relataram que vários indivíduos tentaram forçar a abertura do portão da residência da guarda civil. Além de chutar e balançar a estrutura metálica, os presentes arremessaram lixo no quintal e destruíram equipamentos de geração de energia solar instalados no imóvel. Placas fotovoltaicas pertencentes a uma casa vizinha também foram danificadas durante o tumulto.

Na tentativa de conter a destruição, os pais da agente se aproximaram do portão e foram agredidos com socos e chutes. O boletim de ocorrência descreve lesões corporais provocadas pelas investidas. A própria servidora pública, que estava de folga, relatou ter sido ameaçada pelos participantes da confusão quando tentou defender os familiares e solicitar o encerramento da festa.

A Polícia Militar foi novamente acionada e conseguiu deter um homem em flagrante. O suspeito, cujo nome não foi divulgado, foi encaminhado à Depac/Cepol, onde permaneceu preso à disposição da Justiça. Outros envolvidos foram conduzidos à delegacia, prestaram depoimento e assinaram termo de compromisso para comparecer ao Poder Judiciário quando convocados, sendo liberados em seguida.

Conforme o registro policial, as autoridades abriram inquérito para investigar as circunstâncias das agressões e dos prejuízos materiais. A Polícia Civil deve ouvir novas testemunhas, analisar imagens de câmeras de segurança da área e avaliar o valor dos danos causados às residências. Também serão periciados os equipamentos de energia solar destruídos durante o episódio.

A legislação municipal de Campo Grande estabelece limites para emissão sonora em áreas residenciais e prevê sanções administrativas, cíveis e criminais em casos de descumprimento. Em situações de reincidência ou violência, os responsáveis podem ser multados, ter equipamentos apreendidos e responder por crimes de perturbação do sossego, dano ao patrimônio e lesão corporal.

Até o momento, não há informações sobre a retomada das atividades da casa de eventos. A guarda civil metropolitana e seus familiares passam por avaliação médica para documentar as lesões sofridas e poderão solicitar medidas protetivas, caso julguem necessário. O caso segue sob análise da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário, que deverá encaminhar o inquérito ao Ministério Público após conclusão das diligências.

Enquanto isso, a Polícia Militar mantém rondas no entorno do Jardim Imá para evitar novos confrontos e garantir o cumprimento das normas de controle de ruído. Moradores da região foram orientados a registrar qualquer ocorrência similar e a acionar imediatamente os órgãos competentes em caso de perturbação ou ameaça.

O incidente de sábado soma-se a outras reclamações relacionadas a eventos noturnos em áreas residenciais de Campo Grande. Autoridades afirmam que o trabalho conjunto entre Guarda Civil Metropolitana, Polícia Militar e fiscalização municipal é fundamental para coibir abusos e garantir a tranquilidade da população.

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