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Recursos Humanos amplia protagonismo e passa a influenciar decisões estratégicas nas empresas

A área de Recursos Humanos tem deixado de atuar exclusivamente em rotinas administrativas para assumir um papel decisivo na formulação de estratégias corporativas. Impulsionado pela transformação digital e por novos modelos de trabalho, o setor vem sendo chamado a participar de escolhas que impactam diretamente a competitividade das organizações.

Com mais de duas décadas de atuação no segmento, a especialista Karina Alonso observa que o escopo do RH não se restringe mais à gestão de folha de pagamento, benefícios e admissões. “O cuidado com os processos básicos continua indispensável, mas o momento atual exige que o profissional de RH esteja ao lado da diretoria, colaborando no desenho do negócio”, afirma. Segundo ela, somente dessa forma o departamento consegue antecipar demandas e apoiar a empresa em períodos de mudança acelerada.

A digitalização dos processos, o crescimento do trabalho remoto e a adoção de ferramentas baseadas em dados alteram a dinâmica das relações profissionais. Nesse cenário, o RH torna-se responsável por articular a adaptação das equipes, identificar habilidades necessárias e promover programas de desenvolvimento alinhados às novidades tecnológicas. Para Karina, preparar colaboradores para funções que ainda estão em consolidação é crucial para garantir vantagem competitiva.

Ao mesmo tempo em que se moderniza, o setor mantém a responsabilidade de assegurar que atividades operacionais ocorram sem falhas. “O básico bem-feito continua sendo pré-requisito para conquistar a confiança da liderança”, pontua a especialista. No entanto, ela reforça que o desafio agora inclui interpretar indicadores de desempenho, compreender o contexto de mercado e oferecer soluções que sustentem o crescimento do negócio a médio e longo prazos.

No campo da gestão de pessoas, a saúde mental aparece como um dos pontos centrais da agenda estratégica. Karina destaca que contextos de incerteza e pressão por metas exigem iniciativas específicas de suporte socioemocional. “Equipes equilibradas aprendem mais rápido, lidam melhor com mudanças e mantêm a produtividade de forma sustentável”, resume. Assim, programas de bem-estar passam a ser vistos não apenas como benefícios, mas como componentes de retorno direto sobre os resultados.

Para que o novo posicionamento se consolide, a profissional ressalta a necessidade de o RH dominar informações do negócio em profundidade. Isso inclui analisar tendências setoriais, reforçar competências ligadas à inovação e participar de forma ativa das discussões sobre investimentos, expansão de mercado e estrutura organizacional. “Quando o departamento traz dados e recomendações que impactam receita ou eficiência operacional, ganha legitimidade entre os executivos”, explica.

A integração entre RH e liderança também envolve a gestão das mudanças internas provocadas por tecnologias emergentes. Ferramentas de automação e plataformas baseadas em inteligência artificial remodelam fluxos de trabalho, exigindo novas competências de gestores e colaboradores. Nesse contexto, cabe ao RH criar trilhas de aprendizagem, mapear gaps de qualificação e oferecer apoio contínuo à adaptação dos times.

O tema ganhará destaque em evento online gratuito marcado para 25 de fevereiro, voltado a gestores, analistas e demais profissionais de Recursos Humanos. As inscrições, com número limitado de vagas, já estão abertas. Ao longo do encontro serão discutidas práticas para alinhar pessoas, processos e tecnologia, além de estratégias para promover saúde mental em ambientes corporativos em transformação.

De acordo com Karina Alonso, encontros desse tipo ajudam a disseminar conhecimento e fortalecem a comunidade de RH, que precisa estar preparada para atuar como parceira de negócios. “Compartilhar experiências favorece a construção de soluções coletivas e acelera o processo de inovação nas empresas”, conclui.

A ascensão do RH a um lugar de destaque nas organizações reflete a percepção de que pessoas, dados e tecnologia formam um trinômio indissociável para enfrentar desafios de competitividade. Ao assumir tarefas mais analíticas e consultivas, o setor se posiciona como facilitador de mudanças, aproximando-se das decisões que definem rumos estratégicos e agregando valor ao desempenho corporativo.

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