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Riedel afirma que Fundersul perdeu metade da receita com reforma tributária

Produtores cobram melhores estradas para escoar a safra.

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), afirmou que o Fundersul, fundo responsável pelo financiamento de estradas no estado, perdeu metade de sua receita a partir de 2023. A declaração foi feita durante o programa Microfone Aberto, na Massa FM, em resposta a cobranças de produtores rurais da região de Dourados sobre a situação das rodovias e a transparência dos recursos.

Segundo Riedel, parte significativa do fundo vinha do ICMS sobre combustíveis. Com a perspectiva da reforma tributária, que altera a forma de cálculo da arrecadação direta do imposto, essa parcela deixou o fundo e passou a integrar a receita geral do estado. Com isso, o Fundersul ficou restrito à contribuição paga pelo setor agropecuário.

Fiscalização e recursos

O governador explicou que a aplicação dos recursos é acompanhada por um comitê com representantes do setor agro. Entre as entidades citadas estão a Federação da Agricultura e a Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul. Riedel garantiu que essas organizações recebem todos os relatórios e que a planilha de gastos é pública.

Em termos financeiros, o governador apontou que o fundo arrecada atualmente cerca de R$ 1 bilhão por ano. Esse valor, no entanto, é inferior ao gasto total do estado com estradas, que chega a quase R$ 2,5 bilhões anuais. A diferença é coberta por outros recursos do governo estadual.

Riedel ressaltou que sua gestão construiu mais de mil quilômetros de rodovias. Ele classificou o período como o de maior média anual de obras rodoviárias da história de Mato Grosso do Sul. O governador também informou que o estado se aproxima da marca de 6 mil quilômetros pavimentados, em uma malha viária estadual total de 12 mil quilômetros.

Apesar de detalhar os números gerais, Riedel não especificou qual foi o valor exato aplicado na região de Dourados. Essa era a informação central solicitada pelos produtores durante a entrevista, que cobravam mais clareza sobre o destino dos recursos na área.