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Sesau intensifica campanha de imunização de cães e gatos após registros de raiva em morcegos

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande reforçou a orientação para que tutores mantenham cães e gatos vacinados contra a raiva durante todo o ano. O alerta ganhou força depois da confirmação de seis casos da doença em morcegos registrados em 2026 no município, sendo o episódio mais recente no bairro Pioneiros.

De acordo com a pasta, a vacina antirrábica continua disponível gratuitamente no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). O serviço funciona todos os dias, inclusive aos sábados, domingos e feriados, permitindo que a população atualize o esquema vacinal dos animais domésticos sem necessidade de campanhas pontuais. A Sesau destaca que a imunização anual dos pets forma uma barreira sanitária essencial para impedir a circulação do vírus entre espécies e, consequentemente, proteger a saúde pública.

O procedimento de vacinação é simples: o responsável leva o animal ao CCZ, apresenta documento de identificação pessoal e comprovação de residência e, após a aplicação, recebe o comprovante com a data prevista para a próxima dose. A recomendação vale para cães e gatos a partir de três meses de idade, inclusive fêmeas gestantes ou em período de lactação, salvo restrições clínicas avaliadas por veterinário.

Os casos recentes de raiva em morcegos foram identificados por equipes do CCZ durante ações de monitoramento em áreas urbanas. No episódio mais recente, um espécime encontrado caído no bairro Pioneiros foi recolhido e encaminhado para análise laboratorial, que confirmou a presença do vírus. As autoridades sanitárias ressaltam que o monitoramento de quirópteros é contínuo, pois esses animais podem atuar como reservatórios naturais do agente infeccioso.

Somente neste ano, centenas de morcegos foram removidos de locais considerados atípicos, como o interior de residências, quintais ou calçadas. A Sesau explica que morcegos sadios, em condições normais de comportamento, permanecem em abrigos durante o dia e não entram em contato direto com as pessoas. Animais encontrados voando em horários incomuns ou caídos no solo devem ser avaliados, pois podem estar doentes ou feridos, aumentando o risco de transmissão da raiva.

Ao se deparar com um morcego, a população deve evitar qualquer contato físico, mesmo quando o animal parecer inofensivo ou sem vida. A orientação oficial é isolar a área — cobrindo o animal com um balde, caixa ou recipiente similar — e acionar imediatamente o CCZ para recolhimento seguro. O telefone de plantão do órgão permanece disponível 24 horas para atender esse tipo de solicitação.

A Sesau ressalta que a raiva é fatal em quase 100% dos casos após o início dos sintomas, tanto em animais quanto em seres humanos. Por esse motivo, qualquer pessoa mordida, arranhada ou lambida por mamífero desconhecido deve procurar assistência médica o quanto antes. O protocolo inclui limpeza rigorosa do ferimento com água e sabão e, em seguida, avaliação profissional para definição de soroterapia e vacinação humana pós-exposição.

Embora o registro de raiva em morcegos cause preocupação, a secretaria esclarece que não há motivo para pânico generalizado. O foco é reforçar medidas preventivas e orientar a comunidade. Entre as recomendações estão não manipular animais silvestres, manter lixeiras fechadas para evitar atração de morcegos insetívoros que buscam alimento e vedar frestas em forros, sótãos e telhados, diminuindo a chance de colônias se instalarem em residências.

A pasta também coopera com outros órgãos municipais para mapear pontos onde há maior incidência de quirópteros e realizar ações educativas em bairros com registros positivos. Em casos de detecção do vírus, as equipes intensificam a vacinação de cães e gatos na região e ampliam a busca ativa por animais com comportamento anormal, reduzindo a possibilidade de transmissão entre espécies.

Como a vacinação anual continua sendo a estratégia mais eficaz contra a doença, a Sesau mantém estoque regular de doses e orienta que o tutor verifique o cartão do animal para confirmar a data da última aplicação. Caso o pet ainda não tenha sido imunizado em 2026, o responsável deve se dirigir ao CCZ o mais breve possível. Além da aplicação no posto fixo, a secretaria realiza, conforme cronograma interno, pontos móveis em praças e escolas para ampliar o acesso ao serviço gratuito.

A Sesau lembra, por fim, que cuidar da saúde dos animais domésticos reflete diretamente na segurança de toda a comunidade. A manutenção do calendário vacinal, o acompanhamento veterinário periódico e a adoção de medidas simples de prevenção ao contato com animais silvestres formam o conjunto de ações necessárias para manter Campo Grande livre de casos de raiva em cães, gatos e humanos.