No primeiro dia da Expotrês 2026, a gerente de negócios agro do Sicredi, Marcela Garcia, participou de uma conversa ao vivo no estúdio móvel do Grupo RCN, instalado no parque de exposições de Três Lagoas (MS). Entrevistada pelo jornalista Fernando Moraes, a executiva apresentou o panorama atual da atuação da cooperativa de crédito no financiamento ao setor agropecuário e detalhou as iniciativas voltadas à agricultura familiar, à sucessão no campo e à educação financeira dos associados.
De acordo com Marcela, o Sicredi ocupa hoje a segunda posição entre as instituições que mais repassam crédito rural no Brasil, ficando atrás apenas de um banco estatal de economia mista. A cooperativa opera com diferentes fontes de recursos, como fundos constitucionais, FCO, BNDES, linhas de custeio e de investimento. A executiva destacou que a presença ininterrupta do Sicredi na Expotrês, mantida desde 2017 por meio de parceria com o Sindicato Rural, permite oferecer condições especiais durante a feira e reforça o compromisso com o desenvolvimento da cadeia produtiva local.
Segundo a gerente, a estratégia de atendimento se baseia em visitas diretas às propriedades para compreender a realidade de cada produtor. “Nada substitui a observação in loco”, afirmou, explicando que, ao conhecer a operação no campo, a equipe consegue identificar demandas que muitas vezes o próprio cliente ainda não percebeu. Esse contato facilita a formatação de linhas de crédito ajustadas ao porte do empreendimento, com prazos alongados e períodos de carência adequados a pequenos, médios ou grandes produtores.
Marcela chamou a atenção para a transformação do papel do gerente de contas, que deixou de desempenhar apenas funções transacionais e passou a atuar como consultor estratégico. Esse novo perfil, segundo ela, envolve empatia com as famílias rurais e orientação sobre temas como reorganização patrimonial, planejamento sucessório, previdência complementar e contratação de seguros. A executiva observou que “muitos produtores protegem máquinas, veículos ou imóveis, mas negligenciam a própria segurança pessoal”, ponto que a cooperativa busca corrigir por meio de ações de educação financeira.
O fortalecimento do crédito rural, abordado durante a entrevista, foi apresentado como peça-chave para viabilizar investimentos em infraestrutura, tecnologia e expansão de atividades na região. Entre os exemplos citados pela gerente estão reformas de pastagens, construção de silos para silagem e melhorias em moradias de funcionários, iniciativas que tendem a elevar a produtividade e a qualidade de vida no campo. Marcela ressaltou que, quando bem planejado, o financiamento se torna “suporte real” que impulsiona o crescimento da propriedade e fortalece o ciclo econômico da comunidade.
Os programas de apoio à agricultura familiar receberam destaque específico na conversa. A executiva explicou que as linhas de crédito direcionadas a esse público contemplam prazos diferenciados e incentivos voltados à adoção de boas práticas agrícolas, sustentabilidade e geração de renda complementar. A cooperativa também promove encontros periódicos com famílias rurais para discutir sucessão, estimulando a permanência de jovens na atividade e a continuidade dos negócios entre gerações.
Durante a transmissão, o ambiente típico de rodeio serviu de pano de fundo para o entusiasmo da gerente, que reforçou sua ligação pessoal com o agronegócio de Mato Grosso do Sul. No entanto, a entrevista manteve foco objetivo nos serviços oferecidos. Marcela informou que equipes técnicas permanecem de plantão no estande do Sicredi ao longo de toda a feira, prontas para esclarecer dúvidas e estruturar propostas de financiamento. Visitas podem ser agendadas ali mesmo ou nas agências da cooperativa em Três Lagoas e municípios vizinhos.
Ao final da participação, a gerente reforçou o convite para que produtores rurais, empreendedores e visitantes em geral procurem o espaço da cooperativa na Expotrês. Segundo ela, a feira constitui oportunidade estratégica para iniciar ou aprofundar conversas sobre projetos de modernização, aquisição de equipamentos e planejamento futuro das propriedades. “O crédito deve ser ferramenta de avanço, não de preocupação”, concluiu, reiterando que o Sicredi mantém portfólio abrangente de soluções financeiras voltadas à realidade do campo.









