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Simone Tebet lidera intenção de voto para o Senado em São Paulo, aponta levantamento

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), aparece na primeira colocação de uma pesquisa da AtlasIntel sobre a disputa por uma vaga no Senado Federal em São Paulo. O levantamento, citado por interlocutores do governo e por aliados da emedebista, foi divulgado nos bastidores políticos e projeta um cenário favorável a Tebet caso ela decida transferir seu domicílio eleitoral para o estado e participar das eleições gerais de 2026.

Apesar de ter construído sua carreira em Mato Grosso do Sul, a ministra avalia a mudança de domicílio para o maior colégio eleitoral do País. A possibilidade de concorrer por São Paulo é vista dentro do MDB como uma estratégia para ampliar a representação do partido em um estado considerado decisivo nas composições nacionais. Paralelamente, a pesquisa da AtlasIntel consolidou o nome da ministra como competitiva entre o eleitorado paulista, potencializando o debate interno sobre sua realocação.

Entre integrantes do governo e dirigentes partidários, Tebet é considerada uma peça-chave do campo governista para 2026. Além da disputa pelo Senado, são mencionadas alternativas como uma candidatura a vice-governadora de São Paulo ou até mesmo a vice-presidência da República. Esses cenários colocam a ministra em posição de destaque nas articulações políticas conduzidas por lideranças próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que demonstram interesse em assegurar a presença de um perfil de centro e centro-esquerda em chapas estratégicas.

No plano interno, Simone Tebet enfrenta resistência de parte do MDB de Mato Grosso do Sul, onde exerceu mandatos e consolidou sua trajetória pública. Esse contexto torna a migração para São Paulo ainda mais relevante, pois o estado oferece maior visibilidade nacional e poderia acomodar a ministra em uma base eleitoral que se mostra receptiva, segundo o levantamento da AtlasIntel. Correligionários afirmam que a receptividade registrada pela pesquisa reforçou a convicção de que a disputa por São Paulo pode fortalecer o projeto político da emedebista e, simultaneamente, garantir o engajamento de setores moderados do eleitorado.

Aliados próximos relatam que Simone Tebet pretende concorrer a um cargo considerado estratégico pelo Palácio do Planalto. A avaliação é de que uma candidatura competitiva ao Senado por São Paulo pode ajudar a compor a maioria necessária ao governo federal na Casa Legislativa a partir de 2027. Esse cálculo político inclui a percepção de que a ministra, com trajetória ligada ao centro democrático, dialoga com diferentes segmentos partidários e, portanto, agrega valor a formatações de alianças regionais e nacionais.

No MDB paulista, lideranças vêm intensificando conversas para viabilizar a transferência de domicílio eleitoral da ministra, de forma a garantir tempo hábil para sua filiação local e consolidação de alianças. A mesma pesquisa que apontou Tebet na liderança sinaliza que seu nome alcança respaldo não apenas entre eleitores tradicionalmente identificados com o campo progressista, mas também em parcelas moderadas que buscam uma alternativa à polarização observada em pleitos recentes.

Embora ainda não tenha oficializado qualquer decisão, a ministra demonstra disposição para analisar as projeções e discutir o tema com a cúpula do MDB e com o presidente Lula. Nos bastidores, interlocutores recordam que a atuação de Tebet na campanha presidencial de 2022, quando apoiou Lula no segundo turno, contribuiu para sua indicação ao Ministério do Planejamento e consolidou sua imagem como articuladora de políticas voltadas ao equilíbrio fiscal e à responsabilidade social. Essas credenciais, segundo aliados, podem fortalecer uma eventual campanha em São Paulo, cuja base eleitoral é diversa e exigente em relação a propostas econômicas.

A pesquisa da AtlasIntel, ao colocar Simone Tebet na dianteira da corrida pelo Senado, reforçou a percepção de que a ministra desponta como uma das figuras centrais na formatação de alianças para 2026. Enquanto o MDB decide os próximos passos e a própria ministra avalia o melhor cenário, o resultado do levantamento já repercute em conversas ampliadas sobre a composição de chapas majoritárias, tanto em nível estadual quanto nacional.