Um ventilador instalado em uma das bancas da Feira Central de Campo Grande superaqueceu e gerou grande volume de fumaça na noite de sexta-feira, 13, provocando um princípio de incêndio que mobilizou brigadistas e assustou comerciantes e visitantes. O incidente, rapidamente contido, não deixou feridos nem danos estruturais significativos, mas espalhou tensão pelos corredores do tradicional ponto gastronômico e turístico da capital sul-mato-grossense.
De acordo com relatos de feirantes e clientes, a fumaça começou a se propagar por volta das 20h, logo após o equipamento apresentar falha elétrica. O ventilador, instalado para amenizar o calor dentro da barraca, entrou em superaquecimento e, em poucos instantes, tomou o ambiente com densa fumaça cinza. O sistema de exaustão interno e a circulação de ar nos corredores favoreceram a difusão da névoa, levando frequentadores a se afastarem às pressas.
A equipe de brigadistas, presente em todos os dias de funcionamento, identificou a origem do problema e iniciou o combate às chamas com extintores adequados para focos elétricos. O fogo foi debelado ainda na fase inicial, antes de alcançar o resto da estrutura da barraca ou atingir materiais inflamáveis próximos, como forros, bancadas de madeira e itens de decoração. A ação imediata evitou que o incidente evoluísse para proporções maiores.
Ao perceberem a movimentação dos brigadistas, alguns comerciantes fecharam momentaneamente as portas das bancas e desligaram aparelhos elétricos como medida preventiva. Visitantes foram orientados a manter distância até que a situação fosse considerada segura. Apesar do susto, não houve necessidade de evacuação completa da feira, e não se registraram crises de pânico ou atropelos.
Depois de controlado o foco de fogo, os responsáveis pela segurança efetuaram varredura na instalação elétrica da barraca e nos disjuntores mais próximos, verificando possíveis danos secundários. Técnicos também inspecionaram o duto de ventilação para descartar a presença de faíscas ou material incandescente que pudesse reacender as chamas. Nenhum ponto crítico adicional foi encontrado.
Em nota oficial, a administração da Feira Central informou que o protocolo de emergência foi executado conforme previsto, com acionamento imediato dos brigadistas, uso de extintores apropriados e isolamento rápido da área afetada. O comunicado destacou que o volume de fumaça foi provocado sobretudo pelo superaquecimento do motor do ventilador e pelo acúmulo de poeira no interior do aparelho, fatores que potencializaram a combustão de componentes plásticos.
A direção ressaltou que o espaço mantém todas as licenças de funcionamento atualizadas, segue as exigências do Corpo de Bombeiros e realiza treinamentos periódicos com funcionários e permissionários para situações de risco. Segundo a administração, a feira dispõe de hidrantes internos, sinalização de rotas de fuga e quantidade de extintores compatível com o público médio diário.
Com a situação normalizada, as atividades comerciais foram retomadas gradativamente ainda na mesma noite. Muitos clientes permaneceram no local após a liberação, enquanto outros retornaram minutos mais tarde, quando o cheiro de fumaça havia diminuído. Feirantes avaliaram que o episódio provocou breve interrupção nas vendas, mas não impactou de forma significativa o movimento geral da data.
O Corpo de Bombeiros não precisou ser acionado para reforço, pois as equipes internas conseguiram extinguir o foco sem dificuldade. Mesmo assim, militares visitaram o local posteriormente para vistoria preventiva e orientação adicional sobre manutenção de equipamentos elétricos. O relatório preliminar apontou que o ventilador apresentava sinais de desgaste e acúmulo de resíduos, recomendando substituição do aparelho e inspeção de itens semelhantes em outras bancas.
Frequentadores que testemunharam o ocorrido relataram alívio com a resposta rápida dos brigadistas, mas defenderam revisões mais frequentes na rede elétrica interna e nos eletrodomésticos utilizados pelos permissionários, sobretudo em períodos de calor intenso, quando a demanda por ventilação aumenta. Comerciantes ouvidos afirmaram já ter programado revisões nas instalações e pretendem reforçar a limpeza periódica dos equipamentos.
A Feira Central de Campo Grande, localizada na região central da cidade, recebe centenas de visitantes diariamente e abriga dezenas de bancas de alimentação, artesanato e produtos típicos. O funcionamento ocorre de terça a domingo, com pico de público nas noites de sexta-feira. Após o incidente, a administração reforçou que manterá as operações dentro da normalidade, sem alteração de horários, e continuará adotando medidas de prevenção para garantir a segurança de trabalhadores e consumidores.








