Um homem de 24 anos morreu na noite de segunda-feira, 13, depois de trocar tiros com uma equipe do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) na Avenida Ministro João Arinos, bairro Tiradentes, em Campo Grande. Segundo a corporação, a ocorrência teve início durante patrulhamento tático na região, quando os militares receberam informações de que um indivíduo armado estaria circulando pelas proximidades.
De acordo com o relato policial, os agentes localizaram o suspeito pouco depois das 21 h. Ao visualizar a viatura, ele teria ignorado a ordem de parada emitida pela equipe e sacado um revólver calibre .22, apontando a arma na direção dos militares. Frente à ameaça considerada atual e iminente, os policiais afirmaram ter recorrido ao protocolo de intervenção legal, fundamentado nos critérios de legalidade, necessidade, proporcionalidade e uso diferenciado da força.
Após os disparos efetuados pelos agentes, o suspeito caiu ferido no local. A própria guarnição realizou os primeiros atendimentos de emergência e o encaminhou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Tiradentes. Conforme boletim médico, o homem recebeu cuidados imediatos, mas não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado pouco depois de dar entrada no serviço de saúde.
A arma apreendida, um revólver calibre .22 carregado com dez munições intactas, foi recolhida pelos peritos e encaminhada para exames de balística. O local do confronto passou por perícia criminal, que realizou levantamentos de dinâmica, marcação de projéteis e coleta de vestígios para subsidiar o Inquérito Policial Militar e o inquérito da Polícia Civil.
Além da Perícia Criminal, a ocorrência contou com acompanhamento da Polícia Judiciária Militar e de investigadores da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário Centro (Depac-Centro). Todos os procedimentos de praxe para casos de morte decorrente de intervenção de agente do Estado foram abertos e seguem em andamento, conforme previsto em lei.
Informações repassadas pela PMMS indicam que o homem morto estava foragido do sistema prisional. Ele possuía antecedentes por roubo majorado, porte ilegal de arma de fogo, furto qualificado e um ato infracional cometido na adolescência relacionado a tráfico de drogas. A corporação não detalhou desde quando o suspeito se encontrava em situação de fuga, mas confirmou que havia mandado de recaptura em aberto.
O Batalhão de Choque destacou, em nota, que as equipes mantêm patrulhamento preventivo na Avenida Ministro João Arinos e em outras vias do bairro Tiradentes devido ao registro de ocorrências envolvendo armas de fogo. A corporação reforçou que a intervenção foi realizada para neutralizar o risco imediato representado pelo revólver empunhado pelo suspeito.

Imagem: Choque
Conforme estabelecido pela legislação federal e estadual que rege a atividade policial, a investigação seguirá em duas frentes: uma conduzida pela Polícia Civil, responsável por apurar eventuais crimes comuns, e outra no âmbito da Corregedoria da Polícia Militar, destinada a avaliar a conduta dos agentes envolvidos. Resultados da perícia balística, laudo cadavérico e depoimentos de testemunhas serão anexados aos autos.
Não houve registro de ferimentos entre os policiais do Batalhão de Choque. Viaturas adicionais foram deslocadas para isolar o trecho da avenida até a conclusão dos trabalhos periciais. A via foi liberada ao tráfego por volta da 1 h da madrugada desta terça-feira, 14.
O corpo do suspeito foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) para exames de necropsia. O laudo deverá indicar a trajetória dos projéteis e outras informações relevantes para o inquérito. Familiares foram comunicados sobre a morte ainda durante a madrugada.
A Polícia Militar informou que seguirá realizando operações em Campo Grande com foco na retirada de armas ilegais e na recaptura de foragidos. O caso permanece sob investigação para esgotar todas as circunstâncias do confronto na Avenida Ministro João Arinos.







