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Temporal de 133 mm inunda ruas de Nova Andradina e Batayporã e mobiliza equipes de emergência

Um forte temporal atingiu Nova Andradina, Batayporã e outros municípios da região, provocando alagamentos, transbordamento de lagoas de contenção e diversos transtornos para moradores e motoristas. De acordo com os registros citados pelo Jornal da Nova, o acumulado de chuva chegou a 133 milímetros, índice considerado elevado para um único evento e suficiente para sobrecarregar o sistema de drenagem urbano. Além do volume de água, o fenômeno veio acompanhado de trovoadas e rajadas de vento, potencializando os impactos.

Em Nova Andradina, cidade localizada a aproximadamente 180 quilômetros de Dourados, o excesso de chuva elevou rapidamente o nível das galerias pluviais e levou ao alagamento de várias vias. No bairro Pedro Pedrossian, a lagoa de contenção situada na rua Pastor Júlio Ferreira de Alencar, que também abriga uma pista de caminhada, não suportou o acúmulo de água e transbordou. Com isso, a água avançou para o asfalto e dificultou a circulação de veículos e pedestres, exigindo atenção redobrada de quem precisou se deslocar.

Moradores relataram pontos de inundação persistentes ao longo do dia, principalmente nos trechos com topografia mais baixa e próximo a bocas de lobo obstruídas por folhas e detritos. A prefeitura mobilizou equipes para desobstruir bueiros, retirar galhos e acompanhar o nível da lagoa de contenção. O objetivo é liberar o escoamento da água e evitar que novos episódios de transbordamento comprometam a segurança de quem mora ou trabalha na região.

Em Batayporã, município vizinho, o cenário não foi diferente. A Lagoa do Sapo, reservatório natural situado em área urbana, também transbordou depois do pico de precipitação. O excesso de água percorreu ruas próximas, tomou parte da via e formou poças extensas, obrigando condutores a reduzir a velocidade e, em alguns casos, buscar rotas alternativas. Passageiros de transporte coletivo precisaram esperar em pontos elevados, uma vez que a água cobriu calçadas em certos trechos.

Equipes da administração municipal de Batayporã iniciaram imediatamente um mutirão de limpeza e monitoramento. Servidores retiraram materiais carreados pela enxurrada, como galhos, lixo e terra. Paralelamente, técnicos vistoriaram sistemas de escoamento pluvial para identificar possíveis danos estruturais nas tubulações e avaliar a necessidade de reparos emergenciais, sobretudo em bocas de lobo que apresentaram entupimento.

Segundo o levantamento preliminar dos dois municípios, embora ainda não exista uma estimativa consolidada de prejuízos, houve registros de danos a pavimentação asfáltica, erosão em meios-fios e infiltração em algumas residências. Comércio e serviços também foram impactados por interrupções temporárias, principalmente nos horários de pico da chuva, quando o nível da água tornou inviável a circulação normal de clientes e fornecedores.

A chuva intensa foi acompanhada por rajadas de vento que derrubaram pequenos galhos e causaram instabilidade em postes de energia. Em alguns pontos, o fornecimento de eletricidade oscilou, mas, de acordo com informações locais, as concessionárias restabeleceram o serviço em curto espaço de tempo. O Corpo de Bombeiros permaneceu em alerta para atender chamados relacionados a alagamentos pontuais e orientou moradores a evitar áreas alagadas até o recuo total da água.

Os institutos de meteorologia que monitoram o Mato Grosso do Sul alertam para a possibilidade de novas pancadas nos próximos dias, ainda que em volumes menores. Diante desse prognóstico, as prefeituras de Nova Andradina e Batayporã reforçam a recomendação para que a população mantenha ralos desobstruídos, descarte resíduos de forma correta e redobre a atenção ao trafegar em vias sujeitas a alagamento repentino.

O temporal que somou 133 milímetros em poucas horas expôs a vulnerabilidade dos sistemas de drenagem das duas cidades e exigirá, nos próximos dias, avaliações mais detalhadas sobre infraestrutura, impacto econômico e eventuais medidas de prevenção. Enquanto isso, as equipes municipais dão sequência às ações de limpeza, recuperação das áreas danificadas e levantamento de dados para subsidiar relatórios de ocorrências e estimativas de custos de reparo.