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Tereza Cristina traça meta dupla para 2026: reeleger Riedel e ampliar representação do PP

A senadora Tereza Cristina delineou os principais objetivos do Progressistas (PP) em Mato Grosso do Sul para a eleição de 2026. Em entrevista a um podcast regional, a parlamentar afirmou que o partido trabalha simultaneamente para garantir a recondução do governador Eduardo Riedel ao Palácio Guaicurus e ampliar a presença da legenda no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa.

De acordo com a senadora, a reeleição do atual chefe do Executivo estadual é considerada o “pivô” da estratégia local. Ao avaliar a administração de Riedel, ela destacou a adoção de um modelo voltado à modernização da máquina pública, à gestão orientada por planejamento de longo prazo e à busca por investimentos capazes de diversificar a economia sul-mato-grossense. Para Tereza Cristina, manter esse projeto no comando do Estado é fundamental para assegurar continuidade a programas já em curso.

Enquanto o discurso público enfatiza a permanência de Riedel, a articulação interna se concentra no tabuleiro legislativo federal. A senadora explicou que o PP pretende conquistar, no mínimo, duas cadeiras na Câmara dos Deputados, com possibilidade de alcançar a terceira vaga, dependendo do desempenho das chapas proporcionais. Ela observou que o tamanho da bancada influencia diretamente o acesso ao fundo partidário, o tempo de televisão e a capacidade de negociação em votações relevantes.

O partido ainda aguarda o período de janela partidária para ajustar nomes e composições. Segundo Tereza Cristina, o momento é de conversas intensas, inclusive com filiados de outras siglas interessados em migrar. Essas movimentações devem definir não só os candidatos a deputado federal, mas também a formação da lista que disputará assentos na Assembleia Legislativa.

Na esfera estadual, o PP pretende reforçar a base que dá sustentação ao Executivo. A senadora apontou que ampliar a bancada na Assembleia é condição essencial para evitar obstáculos no trâmite de projetos considerados prioritários pelo governo. O objetivo, explicou, é consolidar maioria suficiente para aprovar matérias ligadas a infraestrutura, incentivos ao agronegócio e políticas de inclusão produtiva.

Tereza Cristina também comentou a situação da federação partidária formada por PP e União Brasil em Mato Grosso do Sul. Ela preside a estrutura federativa no Estado e definiu o arranjo como pacificado. A dirigente argumentou que a federação deve ser encarada como núcleo de poder efetivo, não apenas instrumento de sobrevivência a cláusulas de desempenho. Dessa forma, as duas siglas deverão atuar de maneira coordenada na elaboração de chapas proporcionais e majoritárias, dividindo espaços de campanha e recursos eleitorais.

Além da federação, o grupo político que orbita o Palácio Guaicurus negocia alianças com PL, Republicanos e PSDB. Nesse desenho, Reinaldo Azambuja, ex-governador e filiado ao PSDB, surge como nome colocado para a disputa ao Senado. A eventual candidatura de Azambuja representaria, na avaliação da senadora, a continuidade de um bloco que governa o Estado desde 2015, primeiro com o próprio tucano e, na sequência, com Riedel.

Questionada sobre eventuais divergências entre os partidos que integram o conjunto de apoios, Tereza Cristina minimizou possíveis ruídos. Para ela, a convergência de programas e a boa avaliação do governo atual criam ambiente favorável à manutenção da coligação. Ainda assim, admitiu que negociações locais em municípios maiores, como Campo Grande e Dourados, podem exigir ajustes para acomodar interesses regionais.

A ex-ministra da Agricultura também ressaltou que o PP analisarà o cenário nacional antes de formalizar coligações. Embora as definições presidenciais não devam interferir diretamente na eleição estadual, a sigla pretende levar em conta a composição de palanques nos principais centros do país para evitar constrangimentos a deputados federais que buscarão novo mandato.

Tereza Cristina frisou que o cronograma interno prevê a conclusão das chapas proporcionais até meados de 2025. Esse prazo, segundo ela, permitirá que os pré-candidatos iniciem a coleta de apoios de forma organizada e apresentem propostas alinhadas ao plano de governo que Riedel deve submeter à Justiça Eleitoral no próximo ciclo.

Com a meta de reeleger o governador, ampliar a bancada federal e reforçar a presença na Assembleia, o PP busca, na prática, aumentar a influência sobre três frentes simultâneas: o comando do Executivo, as votações no Congresso e a governabilidade no Legislativo estadual. A senadora resume o desafio afirmando que não basta manter o cargo majoritário; é preciso chegar a Brasília e ao parlamento sul-mato-grossense com musculatura capaz de sustentar, negociar e aprovar políticas públicas sem depender de acordos pontuais.

O calendário oficial abre a janela partidária em março de 2026, mas até lá o Progressistas seguirá na articulação de apoios, costuras regionais e definição de candidaturas, buscando transformar o desenho apresentado por Tereza Cristina em resultados concretos nas urnas.

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