A Prefeitura de Três Lagoas formalizou, nesta semana, a cessão de áreas públicas no Distrito Industrial 2 para a instalação de quatro novas indústrias. Os contratos, assinados no gabinete do prefeito Cassiano Maia, representam R$ 60,9 milhões em investimentos privados e estimam a criação de 203 empregos diretos na fase de operação.
As assinaturas envolveram o chefe do Executivo municipal, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcos Antônio Gomes Júnior, vereadores e representantes das empresas beneficiadas. A iniciativa integra o programa de atração de investimentos adotado pela atual gestão, que busca diversificar a base industrial do município, estimular a geração de empregos e reforçar a arrecadação por meio do Imposto Sobre Serviços (ISS).
Empresas contempladas
Entre as indústrias autorizadas a se instalar no Distrito Industrial 2 está a Elétrica Revolts, especializada em rebobinamento de motores elétricos. Já presente em Três Lagoas, a empresa ampliará a estrutura local com aporte de R$ 13,8 milhões e previsão de 100 contratações diretas.
A Greca Distribuidora de Asfaltos construirá uma unidade dedicada à produção de insumos utilizados na composição de asfalto. O investimento supera R$ 27 milhões e deverá gerar 13 empregos diretos após o início das atividades.
Com foco na fabricação de estruturas metálicas e serviços de manutenção industrial, a Imetame Metalmecânica executará projeto orçado em R$ 15 milhões, contemplando 70 postos de trabalho diretos.
Completando o grupo, a Plangente Engenharia expandirá suas operações na cidade, igualmente voltadas a estruturas metálicas. O plano de investimento é de aproximadamente R$ 4,8 milhões, acompanhado da abertura de 20 vagas.
Objetivos da política de incentivos
Segundo o prefeito Cassiano Maia, a cessão das áreas integra um compromisso assumido no início do mandato de atrair empreendimentos de médio e grande porte. O gestor municipal pontuou que, após anos de retração na receita, a administração considera essencial ampliar a base de contribuintes e diversificar a matriz econômica. Além de aumentar o recolhimento de ISS, a intenção é reduzir a dependência de serviços contratados em outras cidades e consolidar Três Lagoas como polo industrial no Estado.
O secretário de Desenvolvimento Econômico lembra que parte das companhias já realizava serviços no município, mas sem sede local. Com a transferência das matrizes e a abertura das novas unidades, a arrecadação incidente sobre as operações passará a ser contabilizada integralmente na cidade. A estratégia também leva em conta a reforma tributária em debate no país, cujo desenho propõe privilegiar o consumo no município de origem para distribuição de receitas.
Regras contratuais e prazos
Pelos termos firmados, as empresas têm entre 18 e 30 meses para erguer as instalações e iniciar as atividades produtivas. A legislação municipal impede a venda ou locação dos terrenos cedidos durante esse período. Após o começo das operações e o cumprimento dos encargos previstos — investimento mínimo, número de empregos e tipo de atividade —, as companhias poderão solicitar a doação definitiva dos lotes.
Em caso de eventual substituição de alguma beneficiária, o contrato exige que a nova indústria mantenha o mesmo ramo de atuação, o patamar de investimentos e a quantidade de vagas prometida originalmente, sempre mediante anuência expressa da prefeitura.
Com a formalização dos quatro contratos, a administração municipal reforça a meta de incrementar o parque industrial local e de assegurar que parte significativa da cadeia produtiva permaneça em Três Lagoas. A expectativa oficial é de que, ao término dos prazos de implantação, o município comece a registrar aumento consistente na arrecadação de ISS, acompanhado pela geração de emprego e renda para a população.









