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Variação de preços de material escolar chega a 326% em Campo Grande, aponta Procon

Levantamento realizado pelo Procon Mato Grosso do Sul identificou diferenças de até 326,5% nos valores cobrados por itens de material escolar vendidos em Campo Grande. A pesquisa foi conduzida entre 1º e 9 de dezembro em oito estabelecimentos comerciais da capital e revela que o custo dos produtos pode variar amplamente conforme o ponto de venda, o estoque disponível e eventuais promoções.

Diferenças expressivas entre lojas

Entre os artigos avaliados, a maior disparidade foi encontrada na caneta Bic Cristal Fashion com quatro cores, que apresentou variação de 326,5% entre o menor e o maior preço registrados. O apontador Faber-Castell com depósito mostrou diferença de 317,5%, enquanto o lápis Bic HB Evolution nº 2 redondo sem borracha variou 284,62%. Esses percentuais reforçam a importância de comparar valores antes de finalizar a compra, principalmente para famílias que precisam abastecer a lista de material de mais de um estudante.

O estudo também revela que itens semelhantes podem apresentar faixas de preço consideráveis dentro de uma mesma região. Em diversos casos, o consumidor encontra o produto com valores bem inferiores em lojas de bairro ou em redes que adotam políticas temporárias de desconto. Como o levantamento reflete preços coletados em um período específico, o órgão de defesa do consumidor ressalta que os números podem mudar ao longo das semanas, tanto por atualização de estoque quanto por campanhas promocionais.

Evolução em relação ao ano anterior

Na comparação com 2024, alguns produtos ficaram mais acessíveis. O caderno universitário de 10 matérias e 200 folhas, por exemplo, saiu de um preço médio de R$ 25,79 para R$ 21,00, redução que alivia parte dos gastos no início do ano letivo. Em outro extremo, a cola Tenaz de 110 gramas manteve estabilidade, permanecendo com valor médio de R$ 13,00, sinalizando que nem todos os itens acompanham a tendência de queda.

A análise do Procon permite que pais e responsáveis identifiquem quais produtos apresentam maior oscilação de preço entre um ano e outro. O monitoramento constante possibilita planejar a compra com mais antecedência, aproveitando períodos de menor demanda e, consequentemente, preços mais baixos. Além disso, alguns estabelecimentos adotam políticas de descontos progressivos conforme o volume adquirido, o que pode favorecer famílias com listas maiores.

Regras para as escolas

O Procon lembra que as instituições de ensino podem solicitar exclusivamente materiais de uso individual do aluno, diretamente relacionados ao processo didático-pedagógico. As quantidades devem ser razoáveis e compatíveis com o período letivo, não sendo permitida a exigência de marca, modelo ou fornecedor específicos. Caso a escola indique determinada marca como opção, a decisão de comprar ou não essa sugestão continua sendo do consumidor.

Itens destinados ao uso coletivo, como produtos de limpeza, copos descartáveis ou materiais administrativos, não podem constar na lista, conforme estipula a legislação federal. Esses custos devem ser incorporados ao valor da mensalidade e não repassados separadamente aos responsáveis. Ao receber a lista, o consumidor tem o direito de solicitar esclarecimentos sobre a finalidade de cada item e contestar eventuais irregularidades.

Dicas para economizar

Para otimizar o orçamento, o órgão recomenda pesquisar valores em diferentes pontos de venda, avaliar a qualidade dos produtos e aproveitar liquidações ou programas de fidelidade oferecidos pelas lojas. Reutilizar materiais em bom estado, como réguas, tesouras e estojos, também reduz despesas sem comprometer o desempenho escolar.

Outra orientação é exigir a nota fiscal em todas as compras. O documento formaliza a relação de consumo, garante os direitos previstos pelo Código de Defesa do Consumidor e estabelece o prazo de garantia do produto, facilitando eventuais trocas ou reclamações. Armazenar o comprovante de pagamento, seja em meio físico ou digital, também auxilia no controle das despesas ao longo do ano.

Atendimento ao consumidor

Pais, responsáveis ou estudantes que identifiquem abusos, cobranças indevidas ou necessitem de esclarecimentos podem acionar o Procon Mato Grosso do Sul. O atendimento é oferecido pelo telefone 151 e pelo site oficial do órgão, que disponibiliza canais para registro de denúncias e consulta a orientações detalhadas. O suporte inclui ainda orientações presenciais em unidades de atendimento específicas, quando necessário.

Com a proximidade do início das aulas, o Procon reforça a importância de planejamento, pesquisa de preços e observância às normas de defesa do consumidor para evitar gastos excessivos e assegurar que as instituições cumpram as regras vigentes.