O vendedor Edilson Cordeiro de Lima, de 53 anos, permanece em recuperação após se ferir gravemente em um acidente entre duas motocicletas registrado em 8 de janeiro de 2026, em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. O caso ocorreu por volta das 13h, no cruzamento da rua Abraão Matar com a rua Samuel de Sá, quando o outro condutor envolvido teria avançado a sinalização de parada obrigatória.
Imagens obtidas por câmeras de segurança instaladas na região mostram o momento exato da colisão. No vídeo, é possível ver Edilson seguindo pela via preferencial, sem excesso de velocidade, enquanto o outro motociclista ignora a placa de “pare” e invade o cruzamento, atingindo a lateral da moto conduzida pelo vendedor. O impacto lança Edilson ao solo.
Conforme relato da vítima, as consequências físicas foram severas. Ele sofreu fraturas na tíbia e no fêmur, além de trincas no rosto. No local, equipes de resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestaram os primeiros socorros e o encaminharam ao hospital, onde passou por cirurgia. Segundo Edilson, parte das lembranças daquele dia é fragmentada em razão da batida.
“Recordo apenas da dor intensa na perna e de algumas pessoas prestando socorro. Desmaiei após a pancada”, resumiu o vendedor, que pilota motocicleta há mais de duas décadas e nunca havia se envolvido em acidentes anteriormente. A moto que ele utilizava teve a tampa do motor quebrada.
O aumento no número de acidentes envolvendo motos acompanha a alta nas vendas do veículo em todo o país. A combinação de maior uso nas cidades e fatores como imprudência ao volante, segundo especialistas da área de trânsito, eleva o risco de colisões, sobretudo em cruzamentos sinalizados apenas com placas de parada.
No caso específico de Três Lagoas, a ocorrência que deixou Edilson ferido soma-se a outros registros recentes, o que tem despertado preocupação entre moradores e autoridades municipais sobre a necessidade de reforçar medidas de prevenção. Os dados locais de acidentes não foram divulgados, mas episódios semelhantes têm ganhado visibilidade na região.
Após a cirurgia, Edilson recebeu orientação médica para permanecer em repouso prolongado. A previsão inicial é de afastamento do trabalho por período indeterminado, até a consolidação das fraturas e liberação para fisioterapia. Sem renda integral e com despesas adicionais de medicamentos, exames e locomoção, familiares e amigos organizaram uma rifa solidária para cobrir parte dos custos.
O prêmio ofertado na ação beneficente é uma televisão de 55 polegadas com resolução 4K. Interessados em adquirir números podem entrar em contato diretamente com Edilson pelo telefone (67) 99114-0130. Outra forma de contribuir é por meio de transferência via PIX, na chave CPF 053.249.361-38, em nome de Mateus Balheiro de Lima.
De acordo com parentes, a mobilização tem recebido apoio de colegas de trabalho, integrantes de um quartel local e moradores da cidade. Em mensagem encaminhada da cama onde se recupera, Edilson expressou agradecimento à rede de solidariedade que se formou poucos dias após o acidente.
“Tenho gratidão a Deus, à minha família, aos amigos e ao meu patrão. A cooperação deles é fundamental neste momento”, afirmou o vendedor em um curto depoimento.
Enquanto a rifa segue em andamento, a família aguarda a conclusão da investigação sobre a dinâmica do acidente. O outro motociclista envolvido não teve ferimentos graves relatados. Informações sobre eventual responsabilização deverão ser oferecidas pelas autoridades de trânsito após análise das imagens e do boletim de ocorrência.
Até que os laudos sejam finalizados, a principal preocupação do entorno de Edilson é garantir condições para o tratamento e a reabilitação. A expectativa é de que ele passe por novas avaliações médicas nas próximas semanas, etapa decisiva para definir se haverá necessidade de procedimentos complementares.
O caso realimenta o debate sobre segurança no tráfego de motocicletas em Três Lagoas. Especialistas em mobilidade recomendam atenção redobrada em cruzamentos, respeito à sinalização de “pare” e campanhas de conscientização para reduzir colisões semelhantes. Enquanto iniciativas de prevenção não se consolidam, episódios como o de 8 de janeiro reforçam o alerta para condutores que utilizam o veículo como principal meio de transporte ou ferramenta de trabalho.









