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Vídeo registra ataque coletivo a funcionários de banco em Campo Grande; três seguem na UTI

Três funcionários de um banco de São Paulo permanecem internados em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Campo Grande após serem agredidos por um grupo de aproximadamente 15 pessoas na região da antiga rodoviária da capital sul-mato-grossense. O episódio, ocorrido na tarde de domingo, foi parcialmente registrado em vídeo por um morador do bairro.

As imagens, com pouco mais de um minuto de duração, mostram quatro homens correndo pela Rua Marechal Rondon, esquina com a Rua Joaquim Nabuco. Logo em seguida é possível ver diversas pessoas arremessando pedras e avançando contra os trabalhadores. Entre os agressores, um homem que veste camiseta e boné brancos carrega um pedaço de madeira, golpeia uma das vítimas e atinge um veículo estacionado próximo ao local. A gravação termina quando o grupo desce a Rua Joaquim Nabuco e os agredidos retornam à esquina.

De acordo com boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil, os bancários, que estavam em Campo Grande a trabalho, haviam deixado o hotel onde se hospedavam para ir a uma lanchonete situada nas proximidades da antiga rodoviária. Durante o trajeto, foram abordados por três usuários de drogas; um dos suspeitos portava arma de fogo. Na ação, dois telefones celulares foram levados.

Após o roubo, os trabalhadores decidiram seguir os assaltantes na tentativa de recuperar os aparelhos. A perseguição levou o grupo até a área captada no vídeo. Nesse ponto, pessoas que estavam na rua cercaram os bancários, iniciando a agressão física que resultou em lesões graves em parte das vítimas. Além de socos e pontapés, os agressores usaram pedras e pedaços de madeira.

Com os ferimentos, três funcionários foram encaminhados em estado crítico ao pronto-socorro da Santa Casa e transferidos imediatamente para a UTI. Os demais integrantes da equipe receberam atendimento médico, prestaram depoimento e foram liberados.

As primeiras diligências policiais resultaram na prisão de dois homens, de 35 e 31 anos, e de uma mulher, de 37 anos. Segundo o registro oficial, eles foram identificados pelas vítimas que não sofreram lesões graves. Os três detidos passaram por audiência de custódia, na qual a Justiça converteu o flagrante em prisão preventiva. As investigações continuam para identificar outros participantes do ataque e buscar os autores do roubo inicial.

Moradores relataram à polícia que episódios de furto, assalto e violência são frequentes nas imediações da antiga rodoviária, área que concentra grande movimentação de pessoas em situação de vulnerabilidade social e usuários de entorpecentes. A corporação mantém equipes no local para coletar depoimentos adicionais, analisar câmeras de segurança e localizar testemunhas que possam colaborar com a apuração.

Segundo informações hospitalares, o quadro clínico dos três pacientes internados inclui traumatismo craniano e múltiplas fraturas decorrentes de golpes com objetos contundentes. Não há previsão de alta. O hospital informou que todos permanecem sob monitoramento contínuo, recebendo suporte ventilatório e medicamentos para estabilização.

A polícia investiga se há conexão direta entre os indivíduos responsáveis pelo roubo dos celulares e o grupo que efetuou a agressão. Até o momento, não foi recuperado nenhum dos aparelhos subtraídos.

O inquérito está sob responsabilidade da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro. A unidade trabalha com imagens obtidas de câmeras particulares e sistemas de monitoramento urbano instalados nas ruas próximas. Informações que possam levar à identificação de outros envolvidos podem ser encaminhadas de forma anônima aos canais oficiais da Polícia Civil.

As autoridades avaliam ainda a necessidade de intensificar patrulhamento ostensivo na região da antiga rodoviária, dada a recorrência de ocorrências semelhantes relatadas por moradores e comerciantes locais.

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