Search

Jovem é flagrada com 56 gramas de maconha ocultas na região íntima ao tentar entrar na Penitenciária Gameleira I

A Polícia Penal de Mato Grosso do Sul apreendeu, na manhã de quarta-feira, 1º, 56 gramas de maconha que seriam introduzidas na Penitenciária Masculina de Regime Fechado da Gameleira I, em Campo Grande. A droga estava escondida na região íntima de uma visitante de 19 anos, que comparecia ao local para ver o companheiro.

O entorpecente foi identificado durante procedimento de revista realizado com equipamento de raio-x corporal, tecnologia empregada rotineiramente na unidade para inspeção de visitantes. Conforme relato da policial penal responsável pela fiscalização, as imagens exibidas pelo scanner apresentaram padrão atípico na área pélvica da jovem, sinalizando possível objeto estranho.

Diante da suspeita, agentes questionaram a visitante sobre a anomalia observada. Após ser informada de que seria submetida a revista mais minuciosa, a mulher retirou voluntariamente um invólucro cilíndrico revestido por material plástico, contendo substância com características de maconha. Pesagem posterior confirmou o total de 56 gramas.

A direção da penitenciária ressaltou a dificuldade de detecção desse tipo de material, porque substâncias orgânicas tendem a apresentar densidade semelhante à do corpo humano nos exames de raio-x. Mesmo com essa limitação técnica, a equipe conseguiu identificar a irregularidade e impedir a entrada do entorpecente.

Após a apreensão, a visitante recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzida à delegacia de polícia civil para registro da ocorrência. A conduta é enquadrada como tráfico de entorpecente qualificado, uma vez que envolve tentativa de introdução de droga em estabelecimento prisional. Caso condenada, a jovem está sujeita a penas mais severas do que as previstas para o tráfico convencional, conforme estabelece a legislação específica.

O material recolhido foi encaminhado para perícia, que deverá confirmar a natureza da substância. A Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Campo Grande ficará responsável pela investigação, que inclui a apuração de eventuais participantes dentro ou fora da unidade prisional.

Segundo a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), a apreensão reforça a importância dos protocolos de revista aliados a equipamentos de detecção eletrônica na prevenção da entrada de itens proibidos. A Gameleira I opera com visitas regulares em dias previamente definidos, e todos os ingressos passam por inspeção corporal, incluindo passagem pelo scanner. A Agepen informa que continuará utilizando métodos de controle e capacitação permanente do efetivo para reduzir tentativas semelhantes.

Não houve registro de tumulto durante a ação. O custodiado que receberia a visita permanece no regime fechado, aguardando avaliação disciplinar interna que pode resultar em sanções, conforme previsto no regulamento penitenciário. A Polícia Penal encaminhará relatório detalhado do episódio aos órgãos de segurança pública e ao Poder Judiciário para as medidas cabíveis.

Isso vai fechar em 35 segundos