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Azul lança voo direto entre Campo Grande e Belo Horizonte a partir de abril

A malha aérea de Mato Grosso do Sul receberá, em abril, um reforço estratégico com a estreia de um voo diário sem escalas entre Campo Grande e Belo Horizonte, operado pela Azul Linhas Aéreas. O anúncio, feito nesta sexta-feira (23), amplia a rede de conexões da capital sul-mato-grossense e integra o Estado a um dos principais centros logísticos e econômicos do país: o Aeroporto Internacional de Confins, em Minas Gerais.

De acordo com a companhia, a nova operação será realizada com aeronaves Embraer 195-E2, configuradas para até 136 passageiros, e Airbus A320, com capacidade para 174 lugares. A seleção dos modelos foi definida a partir da demanda estimada para o trecho, que deverá atrair tanto viajantes de turismo como de negócios.

Aplicado o fuso horário de cada unidade federativa, o voo partirá de Confins às 8h15, chegando a Campo Grande às 9h25. No sentido inverso, a decolagem do Aeroporto Internacional de Campo Grande ocorrerá às 10h05, com pouso previsto em Belo Horizonte às 13h15. Os horários possibilitam conexões com demais rotas domésticas e internacionais da Azul a partir do hub mineiro.

Com a inclusão do novo serviço, Campo Grande passará a contar com ligações diretas para cinco destinos: São Paulo, Guarulhos, Campinas, Brasília e, agora, Belo Horizonte. A ampliação da conectividade é considerada essencial para fortalecer o fluxo turístico, atrair investimentos e facilitar deslocamentos corporativos dentro e fora do Estado.

Confins representa o principal terminal aéreo de Minas Gerais e figura entre os maiores hubs do país, concentrando voos para todas as regiões brasileiras e para o exterior. A nova rota chega poucos dias depois de a Azul confirmar uma ligação internacional entre Confins e Montevidéu, no Uruguai, reforçando a estratégia da empresa de expandir a oferta a partir de Minas Gerais.

Segundo o diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, Bruno Wendling, o retorno do voo Campo Grande–Confins é fruto de articulação iniciada há vários anos dentro do programa Decola MS. A frequência existiu durante a pandemia, mas foi suspensa posteriormente. Para o gestor, a reconexão consolida a presença do Estado em mercados emissores relevantes e amplia a integração com polos empresariais.

A expansão da malha se insere em um contexto mais amplo de investimentos estaduais em infraestrutura aeroportuária. Instituído em 2023, o Plano Aeroviário Estadual prevê a aplicação de aproximadamente R$ 250 milhões em obras de construção, expansão e melhoria de aeroportos e aeródromos até 2026. Desse montante, mais de R$ 100 milhões já foram investidos em projetos concluídos.

No Aeroporto Internacional de Campo Grande, concedido à empresa espanhola Aena, está programada a ampliação da pista em 500 metros, além da instalação de novos sistemas de segurança e de auxílio à navegação aérea. As adequações permitirão operações com aeronaves de maior porte e contribuirão para reduzir restrições em condições climáticas adversas.

No interior do Estado, o plano de obras abrange os municípios de Dourados, Aquidauana, Nova Alvorada do Sul, Naviraí, Paranaíba, Camapuã e Cassilândia. As melhorias pretendem incrementar a competitividade logística, favorecer o escoamento de produtos agroindustriais e oferecer opções de deslocamento aéreo regional.

Para a Azul, a retomada do voo reforça o compromisso da companhia com a conectividade regional e amplia o cardápio de destinos acessíveis a partir de Mato Grosso do Sul. A empresa ressalta que passageiros vindos de Campo Grande poderão se conectar, via Confins, a diversas capitais brasileiras e a rotas internacionais operadas pelo grupo ou por parceiros de código-compartilhado.

Com capacidade combinada superior a 300 assentos diários, a frequência direta entre Campo Grande e Belo Horizonte deve contribuir para dinamizar a cadeia produtiva do turismo, favorecer a instalação de novos empreendimentos e aproximar dois importantes centros econômicos do país. A rota estreia em abril e terá bilhetes disponíveis nos canais de venda da companhia aérea, sujeitos à aprovação final dos órgãos reguladores.

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