Dois jovens foram levados à Delegacia de Polícia Civil de Paranaíba, no Mato Grosso do Sul, após uma ação da Força Tática da Polícia Militar que culminou na apreensão de pequenas porções de maconha e de uma pistola de ar comprimido. O caso ocorreu na tarde de quarta-feira, 11 de outubro, no bairro Jardim América, e foi registrado como desobediência e porte de droga para consumo pessoal.
De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe da Força Tática realizava patrulhamento ostensivo pelo bairro quando percebeu movimentação considerada suspeita em frente a uma residência. O endereço já era conhecido dos policiais por ter sido alvo de denúncias relacionadas ao comércio de entorpecentes, fato que motivou a atenção redobrada da guarnição no local.
Ao notar a aproximação da viatura, um rapaz que se encontrava na calçada teria arremessado um objeto para o interior do imóvel, aparentemente na tentativa de ocultá-lo. A ação foi acompanhada pelos militares, que abordaram o indivíduo imediatamente. Em seguida, o invólucro foi recuperado e apresentado à equipe, sendo descrito no registro policial como contendo uma pequena porção de substância com características semelhantes à maconha.
No decorrer da intervenção, uma mulher saiu pela porta principal da mesma residência. Segundo o relatório, os policiais deram ordem de parada, mas a jovem teria ignorado as determinações iniciais e continuado a caminhar, sendo alcançada poucos metros adiante para a abordagem de praxe. Nenhum objeto ilícito foi encontrado com ela naquele momento, porém o comportamento foi enquadrado como desobediência às ordens legais dos agentes.
Com a situação controlada do lado de fora, os militares solicitaram autorização da moradora para entrar no imóvel e realizar busca interna. O consentimento foi concedido, conforme consta no documento oficial. Durante a varredura, os policiais localizaram outra porção de substância análoga à maconha, armazenada em local de fácil acesso, além de uma pistola de ar comprimido.
O armamento apreendido foi identificado como réplica não letal, comum em práticas esportivas ou de treinamento, mas seu recolhimento foi efetuado para averiguação, tendo em vista o contexto geral da ocorrência. Nenhum projétil real nem acessórios proibidos foram encontrados no local, e não há, até o momento, indícios de uso do equipamento para fins criminosos. Apesar disso, todo o material foi recolhido como parte do procedimento padrão de preservação de provas.
Diante dos elementos obtidos no endereço — as duas porções da substância vegetal e a pistola de ar comprimido —, os policiais encaminharam o casal à delegacia para as providências cabíveis. No caminho, foram informados dos direitos legais, conforme estabelece o Código de Processo Penal. O boletim de ocorrência detalha que a suspeita sobre o entorpecente é de maconha, mas a confirmação definitiva dependerá de laudo pericial emitido pelo órgão competente.
Na unidade policial, o caso foi registrado nos termos da legislação vigente. O rapaz deverá responder por porte de droga para consumo pessoal, infração prevista no Artigo 28 da Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006). Já a mulher, além de ser incluída no mesmo artigo em razão da substância localizada no interior do imóvel, também foi enquadrada por desobediência, tipificada no Artigo 330 do Código Penal.
A Polícia Civil informou que abrirá investigação para esclarecer a origem da maconha apreendida, bem como para verificar se há envolvimento dos conduzidos em eventual prática de tráfico no endereço monitorado. O inquérito deve analisar denúncias anteriores referentes à residência, cruzar depoimentos dos suspeitos e aguardar o resultado da perícia sobre o material vegetal.
Até o fechamento desta reportagem, não havia informações sobre pedido de prisão preventiva ou concessão de liberdade após o depoimento. O material apreendido permanecerá sob custódia da Polícia Civil enquanto perdurar a investigação.









