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Filho é detido em Paranaíba por violar medida protetiva e expulsar a mãe de casa

Um homem de 40 anos foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil na noite de quarta-feira, 11 de outubro, em Paranaíba (MS), após ser acusado de violar uma medida protetiva de urgência ao colocar a própria mãe para fora da residência onde ambos moram. O caso foi registrado como violência doméstica e descumprimento de ordem judicial.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar recebeu chamado por volta da noite para atender a uma situação de conflito familiar em uma casa localizada na Rua Coronel Augusto Corrêa da Costa, região central do município. A solicitante, mãe do suspeito, relatou que havia sido expulsa do imóvel pelo filho, que se recusava a permitir seu retorno.

Ao chegar ao endereço, a equipe policial encontrou a mulher do lado de fora da residência e, segundo o registro, visivelmente abalada. Ela apresentou aos militares uma medida protetiva expedida pela Justiça que determinava a manutenção de distância mínima e outras restrições ao filho. Mesmo diante da ordem judicial, o homem teria insistido em impedir a permanência da mãe no local.

Os policiais relataram que esta não foi a primeira intervenção no endereço no mesmo dia. Horas antes, a mesma guarnição havia sido acionada para conter um desentendimento entre mãe e filho. Na ocasião, o suspeito, que demonstrava agitação, acabou convencido pelos agentes a tomar medicação prescrita e a se acalmar, o que levou ao encerramento provisório do conflito.

Pouco tempo depois, porém, uma nova solicitação foi registrada no serviço de emergência. A denunciante informou que o filho, novamente alterado, a forçara a deixar a residência, configurando reiterado descumprimento da medida protetiva. Quando os policiais regressaram, confirmaram que a mulher continuava impedida de entrar em casa.

Durante a segunda abordagem, o homem apresentou comportamento descrito como agressivo no boletim policial. Testemunhas informaram que ele gritava e fazia gestos de intimidação contra a mãe. Ainda segundo o registro, o suspeito declarou aos militares que “queria ser preso”, atitude interpretada como provocação diante da autoridade policial.

Diante da resistência e da violação reiterada da proteção judicial, os agentes optaram por algemar o homem para garantir a segurança da vítima e da própria equipe. Ele foi conduzido à delegacia de Paranaíba, onde ficou à disposição da Polícia Civil para os procedimentos cabíveis. A Seção de Violência Doméstica e Familiar da unidade passou a acompanhar o caso.

A mãe entregou cópias da medida protetiva e de laudos médicos que atestam o histórico de conflitos e problemas de saúde do filho. Segundo ela, a providência judicial foi solicitada após episódios anteriores de agressividade que teriam gerado temor pela integridade física e emocional dela dentro do lar.

Com base no relato da vítima, nos registros da primeira e da segunda intervenções policiais e na ordem judicial descumprida, o homem pode responder pelos crimes previstos na Lei Maria da Penha, incluindo violência doméstica e familiar contra a mulher e o descumprimento de decisão judicial. Dependendo da apuração, ele pode ser submetido a medidas como audiência de custódia, imposição de novas restrições ou até eventuais medidas de internação, caso seja comprovada condição de saúde que exija tratamento.

O inquérito será conduzido pela Polícia Civil de Paranaíba, que reunirá depoimentos, laudos médicos e demais provas. A corporação informou que continuará monitorando a situação para evitar novos episódios de violência. A vítima, por sua vez, foi orientada a procurar assistência social e apoio psicológico, além de manter contato direto com os canais de emergência caso o filho volte a descumprir qualquer imposição legal.

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