O ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para uma unidade semi-intensiva no hospital DF Star, em Brasília, após apresentar melhora nos sinais de infecção. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (16) pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que acompanha a internação iniciada na sexta-feira (13). Segundo boletim médico, o paciente permanece em tratamento para pneumonia bacteriana que afeta ambos os pulmões, mas registrou progresso clínico e laboratorial nas últimas 24 horas.
A equipe do DF Star relatou recuperação da função renal e queda parcial nos marcadores inflamatórios que anteriormente sugeriam possível infecção na corrente sanguínea. O avanço, classificado pelos profissionais como positivo, permitiu a saída da UTI e a instalação em um Centro de Terapia Intensiva (CTI) de menor complexidade, etapa considerada intermediária entre a terapia intensiva plena e a internação em enfermaria comum.
De acordo com o boletim, a resposta aos antibióticos administrados desde a admissão mantém-se satisfatória. Os médicos destacaram redução consistente nos níveis de proteína C-reativa e leucócitos, indicadores utilizados para monitorar inflamações sistêmicas. A função renal, que havia apresentado instabilidade, voltou a parâmetros normais, enquanto a oxigenação sanguínea permaneceu dentro dos valores esperados, mesmo diante do quadro pulmonar bilateral.
Bolsonaro continua submetido a sessões diárias de fisioterapia respiratória e de mobilidade, parte do protocolo para acelerar a expansão pulmonar e evitar complicações como atelectasia ou perda de massa muscular. Ainda não foi informada previsão de alta, mas a equipe considera que a estabilização dos índices laboratoriais aproxima o ex-chefe do Executivo de uma eventual transferência para apartamento regular, etapa que dependerá de mantida evolução favorável sem sinais de nova infecção.
A internação teve início depois que Bolsonaro apresentou febre, mal-estar e dificuldade para respirar. Exames de imagem confirmaram pneumonia bacteriana em ambos os pulmões, condição que exige tratamento hospitalar com antibióticos intravenosos e monitoramento contínuo. Por precaução, os médicos optaram por ingresso imediato na UTI a fim de avaliar funções cardiorrespiratórias, pressão arterial e possíveis impactos sistêmicos da infecção.
Durante as primeiras 48 horas, os profissionais observaram elevação nos níveis de creatinina, indicador de função renal, e aumento expressivo de marcadores inflamatórios. A persistência desses parâmetros justificou a manutenção em cuidados intensivos enquanto eram ajustadas doses e tipos de antimicrobianos. A melhora descrita no relatório mais recente aponta que as alterações na terapia surtiram efeito e controlaram o foco infeccioso.
Michelle Bolsonaro, que tem atualizado o estado de saúde do marido em suas redes sociais, agradeceu às manifestações de apoio e reforçou que ele segue recebendo visitas restritas a familiares próximos. A administração do hospital informou que boletins continuarão sendo divulgados à medida que houver mudanças relevantes no quadro clínico. Por ora, o ex-presidente permanece em observação contínua na área semi-intensiva, com acesso a monitorização cardíaca, medicações intravenosas e suporte fisioterapêutico, enquanto a equipe médica avalia diariamente a resposta ao tratamento.
O DF Star não divulgou detalhes sobre possíveis exames adicionais ou intervenções cirúrgicas, limitando-se a indicar que o protocolo atual envolve antibióticos de amplo espectro, hidratação endovenosa e suporte ventilatório não invasivo, caso necessário. A unidade também reforçou que todo o cuidado segue diretrizes nacionais para tratamento de pneumonias bacterianas graves. Para as próximas horas, a principal meta é consolidar a melhora laboratorial, manter a estabilidade hemodinâmica e reduzir progressivamente a necessidade de oxigenoterapia.








