Produtos duráveis, de baixa manutenção e fáceis de deslocar dentro da propriedade rural foram apontados pelo consultor comercial Frederico Kochhann, da Campo Fácil, como estratégias diretas para aliviar o peso do custo operacional na pecuária de corte. Em entrevista concedida ao RCNmob, o representante detalhou como itens produzidos em polietileno — como cochos, bebedouros e depósitos de sal — podem prolongar a vida útil das estruturas de manejo, diminuir a necessidade de reposição e, consequentemente, melhorar a rentabilidade na atividade.
De acordo com Kochhann, a empresa direciona seus esforços a um dos pontos que mais consomem recursos dentro da fazenda: a manutenção constante de equipamentos tradicionais, geralmente confeccionados em madeira, cimento ou metal. Ao substituir materiais mais pesados por peças leves e resistentes, o produtor reduz horas de trabalho, economiza em reparos frequentes e evita gastos adicionais com transporte de estruturas danificadas.
Foco em baixa manutenção
O porta-voz explicou que a lógica empresarial parte de premissas simples: quanto maior a durabilidade, menor a necessidade de intervenção e menor o volume de capital imobilizado. Segundo ele, há produtos da Campo Fácil com mais de doze anos de uso contínuo sem registro de manutenção. Esse desempenho, ressaltou, dilui o investimento inicial ao longo de um período extenso, permitindo que o pecuarista direcione recursos a outras áreas da produção, como nutrição, genética ou intensificação de pastagens.
Kochhann também relacionou a adoção de tecnologias à escassez de mão de obra qualificada no campo. Estruturas que exigem menos cuidados diários reduzem a dependência de funcionários especializados e liberam tempo para atividades de maior valor agregado. Na avaliação do consultor, esse aspecto se tornou decisivo em um momento em que o setor agropecuário enfrenta dificuldades para contratar e reter trabalhadores treinados.
Remanejamento dentro da fazenda
Outro elemento destacado foi a mobilidade das estruturas fabricadas em polietileno. Por serem leves, os equipamentos podem ser transferidos de um piquete a outro de forma rápida, sem necessidade de máquinas pesadas ou equipes numerosas. Com isso, o produtor evita comprar unidades adicionais para atender diferentes áreas da propriedade, reduz a ociosidade de equipamentos e otimiza o fluxo de caixa.
O consultor apontou que o conceito de remanejamento contribui para a gestão mais racional dos recursos. Em vez de instalar cochos fixos em todos os pastos, o pecuarista transporta a mesma peça de acordo com o planejamento de rotação de lotes ou de sistemas de integração lavoura-pecuária. Essa dinâmica, além de cortar despesas, permite ajustes rápidos diante de variações climáticas ou nutricionais que exijam redistribuição dos animais.
Origem familiar e expansão de mercado
A Campo Fácil, segundo Kochhann, surgiu a partir de uma necessidade interna de produtores da própria família, que buscavam opções menos trabalhosas do que os cochos convencionais de cimento. A solução caseira evoluiu para linha comercial e, ao longo dos anos, a empresa consolidou posição como pioneira no uso de polietileno para esse segmento. Atualmente, a marca atende criadores de diferentes regiões do país e participa de eventos que reúnem fornecedores, técnicos e pecuaristas em busca de melhorias operacionais.
No contato com o público, a companhia defende que “tecnologia” não se resume a dispositivos eletrônicos ou sistemas complexos de automação. Para o consultor, inovação também está na adoção de materiais que simplificam tarefas cotidianas, preservam a saúde dos animais e reduzem perdas por desgaste prematuro. Essa abordagem, observou, responde a uma demanda antiga do produtor: transformar investimentos em benefícios concretos e mensuráveis na rotina da fazenda.
Impacto econômico direto
Kochhann reforçou que o impacto financeiro das soluções propostas se reflete na redução do custo por arroba produzida. Ao gastar menos com reposição de cochos quebrados ou ferragens corroídas, o pecuarista consegue destinar verba a melhorias que elevam o desempenho do rebanho, como suplementos de qualidade ou estratégias de terminação mais intensivas. Dessa forma, o equipamento passa a ser visto como parte do resultado final, e não apenas como despesa inevitável.
Ao concluir a entrevista, o consultor reiterou que a adoção de produtos de longa vida útil, com baixo índice de manutenção e possibilidade de remanejamento, responde a três desafios simultâneos: contenção de custos, falta de mão de obra e busca por maior eficiência. Na avaliação dele, iniciativas desse tipo tendem a ganhar espaço à medida que a pecuária de corte se moderniza e se torna ainda mais sensível à gestão minuciosa de cada recurso aplicado na produção de carne.









