Campo Grande registra diferenças expressivas no valor cobrado por combustíveis, de acordo com levantamento do Procon de Mato Grosso do Sul realizado entre 8 e 10 de abril em 35 postos distribuídos pela cidade. A apuração mostra que a região do Imbirussu concentra os menores preços da gasolina em pagamentos com cartão de crédito, mas também apresenta algumas das maiores oscilações de tarifa, sinalizando a importância de comparar opções antes de abastecer.
Segundo o órgão estadual, a variação chega a 11,83% entre os bairros analisados. Na prática, o percentual significa que um motorista que enche um tanque de 50 litros pode desembolsar até R$ 37,50 a mais ou a menos, dependendo do ponto escolhido. O impacto é mais acentuado no pagamento via crédito, modalidade que lidera as diferenças detectadas.
Imbirussu tem menor preço médio no crédito
No recorte por região, Imbirussu apresenta o menor valor médio para a gasolina quando a transação ocorre no cartão. Esse comportamento também foi observado em parte dos estabelecimentos da região Bandeira, onde alguns postos acompanham a competitividade de preço, enquanto outros mantêm valores mais altos, elevando a amplitude de variação local.
Mesmo onde a gasolina é mais barata, o preço final pode divergir bastante de um posto para outro. A pesquisa demonstra que, dentro de um mesmo bairro, o consumidor encontra cifras distintas, reforçando a necessidade de consulta prévia. A orientação do Procon é que o motorista verifique periodicamente as tabelas afixadas nos estabelecimentos e consulte aplicativos ou sites que consolidam esses dados.
Diferenças que pesam no bolso
Além de Imbirussu, outras regiões oferecem possibilidades concretas de economia. No Bandeira, a diferença entre o valor mais baixo e o mais alto registrado para 50 litros atinge aproximadamente R$ 25. No Prosa, a economia potencial chega a R$ 22. Já nos bairros Anhanduizinho, Lagoa e Segredo, a variação gera uma folga superior a R$ 20 no orçamento do motorista.
Os dados também indicam que a gasolina é o combustível com maior amplitude de preços, seguida por etanol e diesel. Ainda assim, as disparidades nessas duas últimas categorias também merecem atenção, principalmente para quem abastece frotas ou veículos que utilizam o combustível alternativo com frequência.
Metodologia da pesquisa
Para chegar aos resultados, equipes do Procon/MS visitaram 35 postos entre 8 e 10 de abril, anotando valores cobrados em dinheiro, débito e crédito. A análise considerou apenas estabelecimentos localizados dentro dos limites da capital sul-mato-grossense, separados por região administrativa. Em cada ponto, foram coletados os preços do litro da gasolina, do etanol e do óleo diesel.
Os números foram consolidados e comparados para identificar a maior e a menor tarifa de cada combustível por região, calculando-se, em seguida, o percentual de variação. Também foi feito o exercício de transpor essa diferença para um tanque padrão de 50 litros, a fim de demonstrar o impacto direto no bolso do consumidor.
Oscilações exigem atenção constante
O órgão de defesa do consumidor ressalta que, embora o estudo traga um retrato de abril, os preços podem mudar diariamente. Promoções pontuais, reajustes de distribuidores ou alterações tributárias influenciam nos valores exibidos nas bombas. Por isso, o Procon recomenda acompanhar atualizações frequentes para aproveitar oportunidades de economia.
Outra orientação é observar placas de divulgação de preços. O Código de Defesa do Consumidor determina que o valor esteja visível e atualizado. Caso haja divergência entre o divulgado e o cobrado no caixa, o cliente tem direito a pagar o menor preço anunciado.
Conselhos práticos para economizar
Ao apontar regiões com maior competitividade, o levantamento reforça medidas simples que podem reduzir gastos com combustível:
- Consultar diferentes postos antes de abastecer, especialmente quando o tanque estiver próximo da reserva, evitando decisões urgentes em locais mais caros;
- Comparar valores entre as modalidades de pagamento, já que as maiores variações foram detectadas no cartão de crédito;
- Acompanhar aplicativos de monitoramento de preços, que reúnem dados de vários pontos da cidade;
- Verificar promoções em horários ou dias específicos, prática comum em determinados estabelecimentos.
Ainda que a diferença percentualmente pareça pequena, a soma ao longo do mês pode ser significativa para quem roda distâncias maiores. Um motorista que abastece duas vezes por semana, por exemplo, pode economizar mais de R$ 140 no período se optar pelos preços mais baixos identificados na pesquisa.
O Procon/MS informa que continuará monitorando o mercado local e orienta consumidores a denunciar práticas irregulares ou preços abusivos. As queixas podem ser registradas presencialmente ou por meio dos canais virtuais do órgão.








