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Homem de 30 anos se fere com faca e mobiliza Samu e Polícia Militar em Três Lagoas

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Rádio Patrulha da Polícia Militar foram acionadas na madrugada deste sábado, 18, para socorrer um homem de 30 anos que apresentava um corte profundo no braço esquerdo no bairro Paranapungá, em Três Lagoas (MS).

De acordo com as informações repassadas pelas equipes de resgate, a solicitação de atendimento partiu de moradores da rua Engenheiro Elviro Mário Mancini. Os vizinhos relataram que o homem apareceu na via pedindo auxílio, já ferido e empunhando uma faca. O chamado ao serviço de urgência foi registrado pouco depois da meia-noite, horário em que a patrulha de área e os profissionais de saúde chegaram simultaneamente ao endereço.

Ao desembarcarem da viatura, os socorristas do Samu encontraram a vítima em estado de agitação. Mesmo com o sangramento ativo, o homem demonstrava comportamento desorientado e apresentava sinais indicativos de uso recente de substâncias entorpecentes. Para garantir a segurança de todos, a Polícia Militar assumiu o primeiro contato, solicitando que o ferido soltasse a faca antes do início do atendimento médico.

Após ter o objeto recolhido, a equipe do Samu iniciou os procedimentos de contenção do sangramento. O corte, descrito como profundo, localizava-se na região interna do braço esquerdo e demandou curativo compressivo imediato. Enquanto a vítima recebia os primeiros cuidados, militares tentaram coletar informações sobre a origem do fato. Segundo o relato inicial, o homem afirmou ter sido vítima de abuso praticado por familiares. Na sequência, declarou que se feriu propositalmente como forma de evitar uma possível contaminação por infecção sexualmente transmissível.

Questionado diversas vezes sobre detalhes da suposta agressão, identificação dos envolvidos ou endereço exato onde teria ocorrido o abuso, o homem não apresentou respostas coerentes. Limitou-se a mencionar que não confiava em parentes próximos e que preferia não retornar à residência familiar. Diante da ausência de dados concretos, os policiais registraram apenas as declarações fornecidas, sem conseguir confirmar a versão narrada até aquele momento.

Concluída a estabilização inicial, a vítima foi colocada na ambulância e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Três Lagoas. No trajeto, manteve-se consciente, porém alternando momentos de lucidez e confusão. Na UPA, passou por avaliação clínica completa, incluindo sutura do ferimento e exames laboratoriais solicitados pelo médico plantonista. Informações sobre o resultado desses exames não haviam sido divulgadas até o fechamento deste texto.

A Polícia Militar acompanhou todo o deslocamento e permaneceu na unidade de saúde para garantir a integridade física da equipe hospitalar, em razão do estado emocional instável apresentado pelo paciente. Paralelamente, os policiais formalizaram o boletim de ocorrência, classificando a situação preliminarmente como lesão corporal de natureza a esclarecer, já que a própria vítima assumiu a autoria do corte e não há indícios imediatos de participação de terceiros no momento da autolesão.

Os agentes também comunicaram o caso à Delegacia de Polícia Civil de Três Lagoas, responsável por futuras diligências. Caso se confirmem indícios de violência sexual, o inquérito poderá ser ampliado para apurar eventual crime contra a dignidade sexual, bem como eventual violência doméstica ou familiar, conforme a legislação vigente. Por ora, não há registro de testemunhas diretas da suposta agressão instruindo o procedimento.

O Samu informou que, depois da estabilização no pronto-atendimento, o paciente deverá ser submetido a avaliação psicológica ou psiquiátrica, prática recomendada para episódios de autolesão ou tentativa de suicídio. Ainda não foi divulgada previsão de alta.

Até a madrugada deste sábado, nenhum familiar compareceu à unidade hospitalar para prestar esclarecimentos adicionais. A polícia segue em busca de informações que auxiliem na verificação dos fatos narrados pelo homem e na definição de eventuais medidas de proteção social.

Com a conclusão do atendimento emergencial e o registro policial inicial, o caso permanece em investigação para esclarecer se houve, de fato, abuso sexual ou se o ferimento foi motivado exclusivamente por questões pessoais ou psiquiátricas do envolvido.