Um casal residente em Paranaíba, município localizado no interior de Mato Grosso do Sul, foi alvo de um ataque com artefatos incendiários na madrugada desta sexta-feira. De acordo com informações da Polícia Militar, criminosos arremessaram objetos suspeitos de serem coquetéis molotov contra a casa situada na Rua dos Expedicionários, bairro de Lourdes, por volta de 1h45.
O morador, de 46 anos, relatou que dormia ao lado da esposa quando escutou um estrondo vindo da parte externa do imóvel. Ao investigar a origem do barulho, observou focos de fogo tanto no telhado quanto em uma das laterais da residência. Imediatamente, o casal iniciou esforços para conter as chamas e recebeu apoio de vizinhos, conseguindo evitar que o incêndio se alastrasse para outros cômodos.
Segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, as evidências iniciais indicam que pelo menos quatro dispositivos improvisados, montados em garrafas de vidro contendo líquido inflamável, foram arremessados contra a casa. Esse tipo de artefato, popularmente conhecido como coquetel molotov, provoca combustão imediata ao contato com superfícies, aumentando o risco de incêndio em curto espaço de tempo.
Após o controle das chamas, a guarnição policial isolou o local e acionou a perícia técnica, que coletou fragmentos das garrafas e amostras de resíduos encontrados no solo e nas paredes externas. O material servirá para determinar o combustível utilizado e para apoiar a identificação de impressões digitais ou traços que possam levar aos autores.
Não houve registro de feridos, mas os moradores ficaram em estado de alerta durante toda a madrugada. O casal foi orientado a permanecer fora da área isolada até a conclusão dos levantamentos periciais, que ocorreram ainda nas primeiras horas da manhã. Danos na estrutura do telhado e na pintura externa foram constatados, mas a integridade do imóvel foi preservada graças à rápida ação dos residentes e da comunidade vizinha.
Em nota, a Polícia Civil confirmou a abertura de inquérito para apurar o caso. Investigadores devem coletar imagens de câmeras de segurança instaladas em residências próximas e em pontos comerciais do bairro de Lourdes. O objetivo é identificar possíveis rotas de fuga ou veículos utilizados pelos suspeitos, além de reunir depoimentos de testemunhas que possam ter ouvido ou visto movimentações estranhas antes ou depois do ataque.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a motivação do crime nem sobre a existência de ameaças prévias ao casal. Os moradores afirmaram não ter desentendimentos recentes que justificassem represália dessa natureza. Contudo, a polícia trabalha com diferentes linhas de investigação, incluindo tentativa de intimidação, vingança pessoal ou ação de delinquentes que atuam na região.
Especialistas em segurança apontam que artefatos incendiários improvisados, como os suspeitos usados no incidente, podem ser facilmente confeccionados com materiais de uso cotidiano, o que dificulta o rastreamento da origem. Por esse motivo, o trabalho pericial concentra-se na identificação química do líquido inflamável e na comparação com substâncias similares apreendidas em ocorrências anteriores no município.
A delegacia de Paranaíba solicita que qualquer cidadão que tenha informações sobre o ataque, ou que tenha presenciado movimentação suspeita nas proximidades da Rua dos Expedicionários durante a madrugada, entre em contato pelos canais oficiais de denúncia. A colaboração da comunidade é considerada fundamental para agilizar a elucidação do caso e evitar novos episódios semelhantes.
Enquanto a investigação prossegue, a Polícia Militar reforçou rondas ostensivas no bairro de Lourdes. O policiamento intensificado tem o objetivo de inibir ações criminosas semelhantes e aumentar a sensação de segurança dos moradores, especialmente daqueles que residem em ruas de menor movimento durante a noite.
O casal permanece na residência, mas estuda a possibilidade de instalar câmeras de vigilância e substituir parte das telhas danificadas. A conclusão do laudo pericial, apontando as causas exatas do princípio de incêndio e detalhando o tipo de artefato utilizado, deve ser encaminhada à Polícia Civil nos próximos dias. Só após a análise completa dos vestígios será possível determinar os passos seguintes do inquérito e, eventualmente, solicitar mandados de busca ou prisão contra os responsáveis.








