A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul eliminou, nesta segunda-feira (27), 3,425 toneladas de entorpecentes em uma usina localizada no município de Ivinhema, a aproximadamente 115 quilômetros de Dourados. A operação, conduzida pela Delegacia de Polícia Civil local, envolveu a queima de diferentes tipos de substâncias ilícitas apreendidas em ações de combate ao tráfico realizadas na região.
Variedade de drogas destruídas
De acordo com informação divulgada pela corporação, foram incineradas cargas de maconha, crack, cocaína, haxixe, merla e skunk. Todo o material havia sido recolhido em procedimentos policiais que resultaram em inquéritos concluídos ou em fases avançadas, condição exigida para a autorização judicial de descarte. O volume, equivalente a pouco mais de 3,4 toneladas, permaneceu armazenado sob guarda da autoridade policial até o cumprimento das etapas legais para a destruição.
Fiscalização e cumprimento da norma federal
O ato de incineração contou com a presença de representantes do Ministério Público Estadual e de técnicos da Vigilância Sanitária. A participação desses órgãos garante o atendimento ao que determina a Lei de Drogas (Lei n.º 11.343/2006), que exige a supervisão de autoridades sanitárias e do Ministério Público em eventos de destruição de substâncias proibidas, assegurando a rastreabilidade do processo e a adoção de medidas de segurança ambiental e de saúde pública.
Durante a operação, os servidores responsáveis acompanharam todas as etapas, desde a conferência do peso até o lançamento dos pacotes nos fornos industriais da usina. O procedimento foi documentado por meio de relatórios e registros fotográficos, que serão anexados aos autos dos processos relacionados às apreensões. A estrutura do local permitiu a queima em temperatura elevada e controlada, condição considerada necessária para evitar resíduos tóxicos e minimizar o impacto ao meio ambiente.
Logística para transporte e segurança
O transporte das drogas do depósito policial até a usina foi realizado em comboio formado por viaturas da Polícia Civil, com apoio de agentes da delegacia de Ivinhema. Antes da saída, todas as embalagens foram lacradas e numeradas, procedimento que impede violações e assegura a integridade da carga. Na chegada, a numeração foi confrontada com o termo de carga e conferida por servidores do Ministério Público, garantindo a correspondência entre o volume declarado e o efetivamente destruído.
Segundo a Delegacia de Polícia Civil de Ivinhema, a logística de segurança incluiu a verificação prévia das condições da via de acesso, a definição de pontos de apoio e a escolta permanente durante o deslocamento. Nenhum incidente foi registrado ao longo da operação.
Reforço no combate ao tráfico
A delegacia responsável pela ação afirma que a eliminação do material reforça o compromisso da instituição com o enfrentamento ao tráfico de entorpecentes e a redução da criminalidade na região do Vale do Ivinhema. A retirada das drogas do circuito ilícito impede que o produto volte às ruas e enfraquece financeiramente as organizações criminosas envolvidas no transporte e na distribuição dessas substâncias.
Além da incineração, a Polícia Civil destaca a importância de investigações contínuas para identificar rotas utilizadas por traficantes, pontos de armazenamento e integrantes de quadrilhas responsáveis pela movimentação de grandes quantidades de entorpecentes. As apreensões que originaram a carga destruída nesta segunda-feira ocorreram em operações distintas, que incluíram barreiras em rodovias estaduais, mandados de busca em áreas urbanas e diligências em propriedades rurais usadas para ocultar mercadorias ilegais.
Canal de denúncias
Para ampliar a participação popular no enfrentamento ao crime, a Delegacia de Ivinhema mantém ativo o canal de denúncias via WhatsApp no número (67) 99208-9491. A corporação reforça que as informações recebidas são tratadas em sigilo, preservando a identidade de quem colabora. De acordo com a Polícia Civil, relatos anônimos contribuem para a localização de pontos de venda, identificação de veículos suspeitos e prisão de traficantes, resultando em novas apreensões que, posteriormente, seguem o mesmo trâmite de destruição.
Impacto local e continuidade das ações
Com a conclusão da queima, o relatório final da operação será encaminhado ao juízo competente, que homologará o procedimento. A Vigilância Sanitária emitirá laudo atestando a conformidade ambiental e sanitária da incineração, documento que passa a integrar os autos judiciais. A Polícia Civil ressalta que outras cargas apreendidas em datas mais recentes permanecem sob custódia e serão submetidas ao mesmo método tão logo recebam autorização judicial.
A Delegacia de Ivinhema reitera que a incineração periódica de volumes expressivos de drogas apreendidas é fundamental para reduzir riscos de furtos em depósitos, evitar contaminação de ambientes de armazenamento e, principalmente, inviabilizar qualquer tentativa de desvio. O trabalho segue agenda definida em conjunto com o Ministério Público e o Poder Judiciário, respeitando prazos processuais e critérios técnicos para garantir transparência e eficácia nas ações de enfrentamento ao tráfico.








