Mato Grosso do Sul alcançou, pelo segundo ano consecutivo, a pontuação máxima no indicador de cobertura vacinal do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O desempenho consolida o estado na primeira posição nacional em imunização, resultado obtido a partir da relação entre o número de doses aplicadas e a população-alvo contemplada nos diferentes esquemas vacinais.
O índice do CLP considera todas as etapas necessárias para que cada cidadão complete o esquema de imunização recomendado, englobando primeiras, segundas e terceiras doses, além de aplicações de dose única. Com essa metodologia, o ranking permite aferir não apenas o início, mas a conclusão do ciclo vacinal, aspecto apontado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) como decisivo para avaliar a efetividade das campanhas.
Estratégias de campo e expansão do acesso
Para sustentar os altos índices, a SES desenvolveu, ao longo de 2025, um conjunto de ações voltadas a facilitar o acesso da população às salas de vacina. As medidas incluíram campanhas extramuros, aplicação de doses em unidades móveis, mutirões em bairros com maior distância dos postos fixos e parcerias com estabelecimentos de ensino. A imunização em escolas, por meio da iniciativa Aluno Imunizado, foi destacada como fator relevante para ampliar a cobertura entre crianças e adolescentes.
Outra frente de trabalho foi a busca ativa de pessoas que ainda não haviam iniciado ou concluído o esquema. Profissionais de saúde percorreram áreas de menor cobertura, consultaram registros eletrônicos e convocaram moradores por telefone ou visitas domiciliares. Segundo a SES, essa estratégia contribuiu para reduzir bolsões de não vacinados e garantir maior homogeneidade entre os municípios.
Programa MS Vacina Mais
As ações pontuais integram o MS Vacina Mais, política estadual criada para coordenar esforços de imunização em diferentes públicos. O programa articula secretarias setoriais e tem subdivisões específicas, como o Cuidar de Quem Cuida, direcionado a profissionais da saúde, e módulos voltados a populações de fronteira, alinhados às campanhas nacionais contra influenza e outras doenças transmissíveis.
Para a coordenadora estadual de Imunização, Ana Paula Rezende Goldfinger, o sucesso alcançado em 2025 resulta de planejamento técnico, monitoramento sistemático dos indicadores e adoção de estratégias baseadas em evidências. Ela ressalta que a integração entre estado e prefeituras foi essencial para expandir horários de atendimento, reforçar a distribuição de insumos e padronizar protocolos em toda a rede pública.
Números de doses e capacidade operacional
Dados da SES indicam que mais de 2,5 milhões de doses foram aplicadas em Mato Grosso do Sul ao longo de 2025. O volume, de acordo com a pasta, demonstra a capacidade operacional das equipes envolvidas e o comprometimento da gestão estadual com a prevenção de doenças imunopreveníveis. Nos municípios de maior porte, como Campo Grande, campanhas noturnas e fins de semana foram adotadas para atender trabalhadores que não conseguem comparecer aos postos em horário comercial.
O secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, avaliou que a posição de destaque no ranking reflete um conjunto de medidas estruturantes iniciado em anos anteriores. Entre elas, ele menciona a modernização dos sistemas de informação, a ampliação da cadeia de frio para armazenamento de vacinas e a capacitação permanente de profissionais responsáveis pela aplicação e registro das doses.
Metas do Ministério da Saúde superadas
Os resultados obtidos mantiveram o estado acima das metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde para todas as vacinas analisadas pelo CLP. Com isso, Mato Grosso do Sul reduz o risco de reintrodução de doenças já controladas e fortalece a vigilância epidemiológica, postura considerada estratégica para evitar surtos e epidemias.
O monitoramento das metas envolve análise semanal de relatórios enviados pelos municípios, identificação de áreas com menor desempenho e implantação de ações corretivas imediatas. Segundo a SES, esse acompanhamento contínuo evita quedas abruptas na cobertura e permite ajustes antes que lacunas se consolidem.
Perspectivas para 2026
Com a manutenção da liderança nacional, a gestão estadual pretende avançar na digitalização de registros e ampliar a oferta de vacinas em horários estendidos. A secretaria também estuda parcerias com universidades para desenvolver estudos de impacto das coberturas vacinais sobre indicadores de saúde coletiva, como redução de internações por doenças preveníveis.
Além disso, novas frentes de trabalho devem ser incorporadas ao MS Vacina Mais, com foco na população adulta que ainda apresenta esquemas incompletos contra hepatite B e tétano. A expectativa é que as ações mantenham o estado nas primeiras posições do ranking e contribuam para consolidar a cultura de vacinação como política permanente de saúde pública.
Enquanto intensifica o planejamento para o próximo ano, Mato Grosso do Sul segue monitorando diariamente a distribuição de doses, reforçando a integração com os 79 municípios e mantendo a meta de alcançar, em todas as vacinas recomendadas, coberturas iguais ou superiores às referências nacionais.








