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Campo Grande mobiliza força-tarefa para desobstruir vias após chuva de 64 mm

Equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) concentraram os trabalhos desta terça-feira, 28, na retirada de árvores, entulhos e materiais arrastados pela enxurrada que atingiu Campo Grande na véspera. O temporal, que acumulou 64 milímetros de precipitação, provocou transtornos em vários bairros, incluindo quedas de árvores e obstrução de vias.

Os servidores iniciaram as atividades nas primeiras horas do dia, formando um mutirão destinado a restabelecer a circulação de veículos e reduzir riscos à população. Além da remoção de troncos e galhos, as equipes atuaram em serviços de drenagem, manutenção de bocas de lobo e limpeza de resíduos que ficaram espalhados nas ruas.

Quedas de árvores em diferentes regiões

Um dos pontos mais críticos foi a Rua José Antônio, no bairro São Francisco, onde uma árvore de grande porte tombou sobre a pista. Para liberar o tráfego, a Prefeitura utilizou máquinas e caminhões no corte e na remoção do material. Situação semelhante ocorreu na Avenida Tiradentes, no bairro Amambaí, onde galhos e troncos bloquearam parcialmente a via e precisaram ser serrados e transportados.

Outras ocorrências envolveram a Rua Urano, na Vila Planalto, e a Rua Raul Pires Barbosa, na Chácara Cachoeira. Nesses locais, o peso das árvores caídas exigiu apoio de guinchos, o que aumentou o tempo de resposta, mas foi decisivo para garantir a liberação completa do leito carroçável.

Drenagem e prevenção de alagamentos

Paralelamente à retirada de vegetação, a Sisep reforçou intervenções em sistemas de drenagem. No bairro Nova Campo Grande, técnicos realizaram reparos em poços de visita danificados pelo volume de água. Esses dispositivos conectam as galerias pluviais e são essenciais para o escoamento adequado, sobretudo durante chuvas intensas.

No Jardim Tijuca, os trabalhos se concentraram na limpeza e troca de grelhas em bocas de lobo. A substituição ocorreu onde as peças apresentavam ruptura ou entupimento, comprometendo o fluxo da água. Já na Avenida Gunter Hans, a retirada de resíduos acumulados foi considerada estratégica para evitar novas obstruções e possíveis alagamentos em horários de pico de chuva.

Limpeza mecanizada em vias pavimentadas

Em trechos pavimentados, a enxurrada arrastou terra, pedras e fragmentos diversos, o que exigiu operação mecanizada. Na Rua Saint Romain, também localizada no Jardim Tijuca, varredeiras e caminhões coletaram grandes quantidades de material para impedir que fossem levados novamente às galerias ou provocassem acidentes de trânsito. A varrição manual complementou o serviço nos pontos onde máquinas não conseguem acessar áreas mais estreitas.

Segundo a administração municipal, a rapidez na resposta é decisiva para diminuir danos estruturais e garantir maior segurança. A previsão é de que as equipes permaneçam em campo até a conclusão da limpeza de todos os locais afetados, com prioridade para corredores de ônibus, vias de maior fluxo e regiões onde o risco de novos alagamentos permanece elevado.

A Prefeitura destacou ainda que o trabalho integrado entre poda, transporte de resíduos e manutenção de drenagem reduz custos futuros com reparos emergenciais e amplia a vida útil do sistema viário. Embora o volume de 64 milímetros tenha ficado abaixo de recordes históricos da capital, a intensidade concentrada em curto período foi suficiente para derrubar árvores e sobrecarregar boca de lobo em bairros densamente povoados.

Até o fim da manhã desta terça, não havia registro de feridos em decorrência da chuva. As ocorrências se limitaram a bloqueios temporários de trânsito e a pequenos alagamentos que se dissiparam após a intervenção das equipes de limpeza. A Sisep orienta moradores a evitarem o descarte irregular de lixo, medida que contribui para manter bueiros desobstruídos e minimizar impactos de precipitações futuras.

Os serviços continuam ao longo do dia com a meta de normalizar completamente o tráfego e restabelecer a funcionalidade da drenagem urbana antes de novas chuvas. O monitoramento meteorológico segue ativo, permitindo que os agentes públicos reajam rapidamente caso o volume pluviométrico volte a subir.

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