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Polícia Civil queima 8 toneladas de entorpecentes em Ponta Porã e totaliza 58,3 t destruídas em 2026

A Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON), vinculada à Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, promoveu nesta quarta-feira, 29, a incineração de 8 toneladas de drogas em Ponta Porã, cidade localizada a cerca de 120 quilômetros de Dourados e situada na linha de fronteira com o Paraguai. A destruição ocorreu nas instalações de uma empresa armazenadora de grãos, ponto escolhido para comportar o grande volume de material apreendido.

O lote incinerado reuniu entorpecentes interceptados em operações recentes conduzidas pela própria DEFRON, pelo Departamento de Operações de Fronteira (DOF) da Polícia Militar e pela Seção de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia Regional da Polícia Civil em Dourados. Entre as substâncias eliminadas estavam maconha, cocaína, pasta base, crack e skank, reunindo diferentes formas e estágios de processamento de drogas que ingressam no estado pelas rotas clandestinas da fronteira.

Segundo dados da Polícia Civil, esta foi a quinta ação de incineração coordenada pela DEFRON em 2026. Com a queima desta quarta-feira, o total de entorpecentes destruídos pela unidade neste ano chega a 58,3 toneladas. A política de descarte imediato busca reduzir riscos de desvio ou reintrodução das substâncias no mercado ilegal, além de liberar espaço nos depósitos onde o material fica armazenado até a conclusão dos procedimentos judiciais.

A logística para a incineração envolve o transporte dos fardos sob escolta armada até o local escolhido, o que requer planejamento para garantir segurança tanto para as equipes policiais quanto para funcionários da empresa que cede o espaço. Antes da queima, todo o material é pesado e conferido, etapa fiscalizada por representantes do Ministério Público e da Vigilância Sanitária, conforme protocolos legais. Acompanham o processo peritos criminais e agentes designados para registrar imagens e elaborar o laudo que atesta a completa destruição dos entorpecentes.

Ponta Porã é considerada um dos principais corredores de entrada de drogas no país, dada a proximidade com a cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero. A região concentra diversas operações conjuntas entre forças estaduais e federais para conter o tráfico transnacional. Ao longo do ano, apreensões ocorrem em rodovias, estradas vicinais, área urbana e propriedades rurais, refletindo a diversidade de rotas adotadas por organizações criminosas.

O DOF, um dos órgãos que contribuíram com apreensões para esta remessa, atua com patrulhamento ostensivo em faixas de fronteira, utilizando barreiras fixas e móveis, patrulhas motorizadas e grupos especiais de busca. Já o SIG da Delegacia de Dourados apura informações de inteligência que levam à identificação de depósitos e transportadores, resultando em ações de campo integradas com outras unidades policiais.

De acordo com a DEFRON, o telefone (67) 99633-7982 permanece disponível 24 horas por dia para o recebimento de denúncias anônimas relacionadas a crimes de fronteira. O órgão reforça que as informações fornecidas são mantidas sob sigilo e podem auxiliar na localização de carregamentos, veículos ou pessoas envolvidas no transporte de drogas e outros ilícitos.

O calendário de incinerações obedece a autorizações judiciais emitidas à medida que inquéritos avançam. Enquanto não ocorre a eliminação, as drogas ficam guardadas em depósitos policiais com medidas de segurança específicas, o que inclui monitoramento por câmeras, controle de acesso e armazenamento em compartimentos lacrados. A autorização para a queima é solicitada após a realização de exames periciais que comprovaram a natureza dos entorpecentes.

A soma de 58,3 toneladas incineradas pela DEFRON neste ano evidencia o volume de apreensões registradas em Mato Grosso do Sul, estado que faz divisa com Bolívia e Paraguai e serve de passagem para cargamentos destinados a grandes centros consumidores do Brasil. O montante engloba diferentes operações policiais, desde abordagens a veículos de passeio e caminhões até apreensões de grandes remessas escondidas em cargas agrícolas ou em compartimentos falsos.

A Polícia Civil destaca que a destruição de drogas representa etapa essencial do ciclo de combate ao tráfico, pois impede que o material seja subtraído de depósitos ou se torne objeto de novas disputas entre facções criminosas. Além disso, a incineração reduz custos e riscos de armazenagem prolongada, favorecendo a celeridade processual e a liberação de efetivo para novas investigações.

Com mais uma queima concluída, a DEFRON mantém o planejamento de novas operações de apreensão e de posterior eliminação do material confiscado ao longo do ano, em parceria permanente com outras forças de segurança que atuam na região de fronteira.

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